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SUS: direito de todos e dever do Estado

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O Sistema Único de Saúde completa duas décadas prestando serviços à população, mas ainda enfrenta dificuldades sérias, como a corrupção e a má gestão administrativa.

Há 20 anos nascia o Sistema Único de Saúde (SUS), criado pela Constituição Federal de 1988, um ambicioso programa social com o intuito de mudar a realidade da histórica desigualdade social. Antes de 1988, inúmeras pessoas que não tinham nem o INAMPS (Instituto Nacional de Assistência Médica e Previdência Social), ou um plano de saúde privado, eram atendidos como indigentes pela Santa Casa ou morriam sem receber um atendimento médico público.

O INAMPS era restrito a pessoas que possuíam carteira assinada, logo, excluía todos os profissionais autônomos, donas de casa, desempregados e um batalhão de trabalhadores sem vínculo empregatício, assim como filhos e dependentes. A partir da nova constituição de 1988, 80 milhões de brasileiros passaram a ser atendidos pela saúde publica, tendo então direito a consultas, exames, cirurgias e transplantes. Importante para um país com uma extensão continental e com uma desigualdade social notável.

O SUS é de fundamental importância para a sociedade brasileira, no controle da Aids, da erradicação da doença de Chagas, na oferta de vacinas, no combate à dengue, na vigilância sanitária e nas inúmeras outras demandas que afetam diretamente os brasileiros.
Apesar das deficiências, o Brasil é referência mundial no tratamento da Aids e realiza o maior número de transplantes públicos do mundo.

O programa, que deveria se aprimorar e melhorar com o passar do tempo, esbarra na má gestão administrativa e na corrupção. De acordo com a CGU (Corregedoria Geral da União), desde 2003, de 1,5 bilhão de reais repassados pelo Ministério da Saúde, 568 milhões de reais foram desviados ou mal aplicados. peta dunia Ou seja, um terço do dinheiro foi desperdiçado, também pela falta de fiscalização da maioria dos conselhos de saúde.

A saúde pública brasileira é merecedora de inúmeras críticas, com as incansáveis filas, as péssimas condições de trabalho e as vergonhosas remunerações aos médicos, fazendo com que esses profissionais não estejam motivados a trabalhar corretamente.

No estado do Pará, os recursos disponíveis são insuficientes, mas, se bem empregados, os serviços seriam de melhor qualidade. Outra medida que deve ser melhor administrada é o modelo de Atenção Básica através da Estratégia Saúde da Família e Unidades Básicas de Saúde.

Nesses 20 anos do SUS, o balanço é positivo porque é um dos maiores projetos públicos de inclusão social. Mas, é preciso avançar para atingir o patamar do sistema público que a população quer.

 

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Sindicato dos Médicos do Pará