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Entidades médicas fazem manifestação em favor da saúde

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Sindicato dos Médicos do Pará (Sindmepa), Conselho Regional de Medicina (CRM-PA) e Sociedade Médico-Cirúrgica do Pará (SMCP) mobilizaram um grande número de médicos, profissionais da saúde e a sociedade na manifestação em homenagem ao Dia Mundial da Saúde. O evento ocorreu no dia 5 de abril, na Praça da República.

Além de entregar um manifesto abordando a importância da defesa do Sistema Único de Saúde (SUS), a implantação do Pacto Pela Saúde e da criação de planos estadual e municipal de saúde, que esclareçam as ações públicas na área de saúde. O Sindmepa colheu mais de 500 assinaturas para o abaixo assinado em favor da abertura da CPI da Saúde no município de Belém.

Para o Sindmepa, nos últimos 14 anos os avanços na área de saúde foram centralizados em serviços de média e alta complexidades, com a construção de hospitais regionais, mas sempre sem avanço na melhoria da Atenção Básica. |A Atenção Básica é a porta de entrada do SUS e atua na promoção e prevenção da saúde, o que evita a superlotação dos hospitais|, comentou o médico João Gouveia, diretor do Sindmepa.

Para a presidente do Conselho Regional de Medicina do Pará (Cremepa), Fátima Couceiro, a união das entidades é importante para a luta por melhorias. |Precisamos mostar a união das entidades médicas em busca de maior respeito e melhorias nas condições de trabalho e aten dimento à população, pois muitas vezes os médicos são responsabilizados pela falta de estrutura do SUS|, explicou.

SUS – Há 20 anos foi criado o Sistema Único de Saúde (SUS), um ambicioso programa social com o intuito de modificar a realidade da histórica desigualdade social, trazendo consigo uma mudança radical: a saúde como direito a ser garantido pelos princípios da universalidade, integralidade, equidade, descentralização e participação social.

Para o diretor do Sindicato dos Médicos, Waldir Cardoso, o SUS é uma das mais maiores conquistas da sociedade brasileira, fruto de um longo processo de acúmulo e lutas sociais envolvendo movimentos populares, trabalhadores da saúde, usuários, gestores, intelectuais, sindicalistas e militantes dos mais diversas redess sociais. |Hoje o SUS constitui a mais importante e avançada política social em curso no país. Seu caráter público, universal, igualitário e participativo serve como exemplo para as demais áreas sociais|, comentou o Cardoso.

Violência – A violência não escolhe cor, raça, religião ou classe social, não é só um problema de policia e nem de pobre, é um grave problema social e de saúde pública, visto que mais de 30% das verbas do SUS são utilizadas para o atendimento a vitimas da violência.

Três médicos foram assassinados em três anos e 15 pediram demissão por não se sentirem seguros para trabalhar em bairros com alto índice de violência de Belém. |Não há mais bairro nobre ou periferia. Seja em consultórios no centro ou nas unidades de saúde dos bairros mais afastados, corremos sempre o mesmo perigo|, afirma o diretor do Sindmepa, Wilson Machado.

Segundo Sindicato dos Médicos, para se resolver essas questões são necessárias ações concretas dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, além da contribuição imprescindível da sociedade, cobrando e lutando por melhorias em todas as áreas sociais. |Por isso contamos com a participação de toda a sociedade, movimentos populares e entidades que também buscam melhorias sociais|, concluiu João Gouveia.

 

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Sindicato dos Médicos do Pará