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Greve no IML: Cinco diretores pedem demissão

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Desde a zero hora desta segunda-feira, 8, os atendimentos periciais no Instituto Médico Legal (IML) estão suspensos. Os médicos e odontolegistas do Centro de Perícias Científicas |Renato Chaves| (CPCRC) entraram em greve. A decisão de parar o IML foi tomada durante assembleia geral extraordinária, realizada com a diretoria do Sindmepa, no último dia 26.

Como forma de pressionar a atual direção do CPCRC, cinco diretores pediram demissão na manhã desta segunda-feira. Entre eles está o diretor do IML, Juvenal de Araújo Lima Júnior. Os demais são Luiz Basílio Borges, gerente de Traumatologia Legal; José Alexandre Arimatéia, coordenador de Perícia dos Mortos; Henrique Rodrigues Dias, coordenador de Perícia dos Vivos e Osias Pimenta Nunes, gerente de Patologia Forense. |Todos os diretores do IML aderiram ao movimento de greve da categoria e entregaram o cargo à direção-geral. O IML está sem diretor e não há substitutos|, observa Luiz Otávio Barbalho, odontólogo do IML e membro da Comissão de greve. |O movimento grevista vai continuar até que a comissão de greve seja chamada para negociar com a diretoria|, garante.

Os profissionais reivindicam melhorias nas condições de trabalho e a implantação do Plano de Carreira, Cargos e Remuneração (PCCR) dos funcionários da entidade. Além disso, alegam que estão sujeitos a arbitrariedades do diretor atual do CPCRC, Humberto Sena.

Para a categoria, o pedido de demissão dos cinco diretores indica a insustentabilidade da gestão de Humberto Sena. Segundo os médicos e odontólogos, a radicalização do movimento se deu em função da intransigência da atual direção do CPCRC, que se recusou a receber as diretorias dos dois sindicatos para buscar soluções para as insatisfações dos profissionais. Os grevistas reclamam da falta de diálogo com a direção-geral do CPCRC, retaliações pessoais, ausência de transparência da atual gestão e desvio de função.

Durante todo o dia desta segunda-feira, o atendimento no IML esteve suspenso e os grevistas não permitiram a liberação de corpos do centro de perícias. Nesta terça-feira, a greve será mantida e o atendimento será realizado por 30% dos médicos e peritos odontólogos, em cumprimento à Lei de Greve.

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Sindicato dos Médicos do Pará