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Relatório aponta estado precário no PSM do Guamá

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“No geral há impossibilidade de dar cuidados de enfermagem neste setor, pois os corpos dos pacientes ficam expostos, sem nenhuma privacidade, onde há apenas uma enfermeira. Estes pacientes, muitos graves, aguardam transferências ou vaga em UTI, porém, sem sucesso, terminam morrendo”.

O trecho faz referência ao local conhecido como Posto 1, do hospital do Pronto Socorro Municipal do Guamá, e consta de um relatório de visita técnica realizada no final do mês passado ao hospital, que será enviado pelo Sindmepa à Sespa, Sesma, MPE, MPF, Conselho Municipal de Saúde, Conselho Estadual de Saúde, OAB/Pará, Sociedade Médico-Cirúrgica Paraense e Conselho Regional de Medicina, para providências.

 

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Um quadro de total abandono e funcionando de forma precaríssima, com alguns setores até de forma desumana, como é o caso do posto 1. É o resumo do relatório elaborado pelos médicos Lafayette Monteiro e Douglas Vasconcelos. “Providências urgentes precisam ser tomadas para melhorar o quadro geral daquele hospital, pois não há a menor condição de se atender pessoas doentes ali”, afirma Lafayette Monteiro.

Pacientes em macas ao relento

“No térreo do hospital, pacientes ficam internados em macas ao relento ou em cadeiras ou em pé. Às vezes, há 42 pacientes para serem vistos pelos dois únicos clínicos concursados”, diz o relatório. “Não há sistema de climatização do ambiente e a ventilação é precária, paredes com infiltrações cobertas de fungos em grandes extensões. Também não há banheiros para uso de funcionários”.

 

 

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“No setor de reanimação, transformado em UTI de três leitos, só tem três respiradores onde apenas dois funcionam. A taxa de mortalidade é de 90%. Dificilmente se obtém sucesso no tratamento imediato”, segue o relatório.

No Centro cirúrgico, o quadro não é diferente: duas salas apenas, sendo que só uma funciona também precariamente, foco deficiente, mesas cirúrgicas incompatíveis com o uso de RX, coaguladores bipolares frequentemente não funcionam, carros de anestesias incompletos, monitores apresentam mau funcionamento com frequência. Somente um profissional anestesista por plantão de 12 horas”.

“Na UTI, são oito leitos, sem nenhuma forma de separação. Nem todos com minitorres ou bombas de infusão. Há dois isolamentos, todos respiradores a volume, entretanto faltam sempre adaptadores”. Uma curiosidade que chama a atenção nesse setor é a presença de máquinas de hemodiálises: “a cada leito, há uma máquina de hemodiálise, porém estão ali há 2 anos, sem função, acumulando poeira como itens de decoração”. O relatório mostra ainda que a farmácia do hospital de urgência está totalmente desabastecida e cerca de 90% dos médicos estão sem nenhum tipo de contrato trabalhista.

 

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Sindicato dos Médicos do Pará