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Tom político marca a abertura do I Encontro Nacional dos Conselhos de Medicina

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Logo na abertura do I Encontro Nacional dos Conselhos de Medicina de 2013, a presidente do Conselho Regional do Estado do Pará (CRM-PA), Maria de Fátima Guimarães Couceiro, deu o tom político do momento vivenciado pela categoria médica no país. Como pontuou em seu discurso, o Brasil enfrenta a contradição dos sucessivos anúncios de avanços no campo econômico com sérios problemas que persistem na esfera assistencial.

Esse alerta foi reforçado por outros componentes da mesa de abertura que abordaram diferentes problemas que têm comprometido a qualidade do atendimento à população e do exercício da medicina. A necessidade de aperfeiçoamento do processo formador dos futuros profissionais foi um deles: “uma avalanche de denuncias que chegaram aos conselhos de medicina apontam a necessidade de uma solução para o problema da educação médica no país, que precisa reencontrar seu caminho de excelência”, ressaltou o presidente da Federação das Academias de Medicina, José Leite Saraiva.

O secretário estadual da Saúde do Pará, Hélio Franco, fez um breve relato em que relacionou os problemas epidemiológicos enfrentados pela região a uma série de determinantes econômicos e sociais, como a má distribuição de renda e os baixos níveis de escolaridade. Segundo ele, essa situação não dialoga com a capacidade de produção do Pará, atualmente responsável por 76% da exportação de todos os produtos primários no Brasil.

Diante dessa contradição, o secretário não esconde sua crítica ao afastamento do governo federal do financiamento do SUS, o que tem sobrecarregado estados e municípios, que sempre arcam com a maior parcela dos investimentos na manutenção do modelo. “Pode-se até discutir a qualidade desse gasto, mas em quantidade ele é sempre maior”, ressaltou Franco, preocupado com o pequeno volume de recursos disponível para atender às enormes demandas populacionais.

Os problemas de gestão, que também têm contribuído para a ineficiência do SUS em alguns casos, foram lembrados pelo secretário municipal da saúde de Belém, Joaquim Ramos. No caso da capital paraense, ele aponta a aliança com as entidades médicas, entre elas o CRM-PA (entidade anfitriã do I Encontro de Conselhos de Medicina 2013), como um instrumento para trazer normalidade à crise instalada no sistema.

“É bom ouvir depoimentos dos gestores que participaram desta solenidade. Estes dois secretários passaram por entidades médicas e têm uma visão realista do problema assistencial”, elogiou o presidente do Conselho Federal de Medicina (CFM), Roberto Luiz d’Avila, ao encerrar a solenidade de abertura, já prevendo um encontro que gerará importantes reflexões.

Fonte: Portal Médico

 

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Sindicato dos Médicos do Pará