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Abraço simbólico à Santa Casa mostrou força contra privatização

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Centenas de pessoas participaram, hoje de manhã, do ato público que promoveu um “abraço simbólico” à Santa Casa de Misericórdia do Pará. O ato foi a forma que a sociedade paraense encontrou de dizer não a qualquer forma de privatização da Santa Casa pelo governo do Estado.

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Lideranças sindicais, servidores públicos, vereadores, deputados estaduais e um deputado federal atenderam ao chamado das entidades que organizaram a manifestação em um Fórum de Entidades contra a Privatização da Saúde no Pará, do qual o Sindmepa faz parte.

 

“Quem tem que dizer como a Santa Casa vai funcionar é a população. Vamos à luta. A Santa Casa é nossa”. Foi assim que o diretor administrativo do Sindmepa, João Gouveia, manifestou-se em nome da instituição contra ameaças de privatização da Santa Casa. “A população tem que ter em mente que esta instituição não é do governo do Estado. É patrimônio do povo do Pará e não vamos ficar parados enquanto se privatiza mais um patrimônio público deste Estado. Vamos às ruas fazer coleta de assinatura contra a privatização da Santa Casa”, disse Gouveia. Além dele, também participaram da manifestação, pelo Sindmepa, os diretores Lafayette Monteiro e Wilson Machado.

 

As notícias de privatização da Santa Casa vieram à tona após uma assembleia de médicos da Santa Casa, no Sindmepa, na semana passada. Os informes davam conta de negociações em andamento com o Cesupa, faculdade particular que mantém um curso de Medicina e passaria a gerenciar a Santa Casa como uma espécie de hospital-escola para seus alunos. Embora tenha desmentido as notícias de privatização, o governador do Estado admitiu, em entrevista, que havia negociações para a transferência da Santa Casa, o que para ele não significa privatizar.

 

Para o Sindmepa, hospitais e outros serviços de saúde devem ser gerenciados por profissionais públicos. Qualquer coisa diferente disso é privatização de serviços públicos.

 

ABRAÇO

Dezenas de lideranças sindicais e populares se manifestaram no ato público, a um só coro, contra a privatização. “Mais de um bilhão de reais foram abocanhados pelas OS no Pará nos últimos governos. As OS são empresas privadas com patrimônio público”, disse o deputado Edmilson Rodrigues (SOL).

“É um crime de lesa pátria privatizar a Santa Casa. Não podemos, de maneira nenhuma, aceitar esse golpe contra a saúde pública”, destacou o deputado Alfredo do PT.

 

“A privatização da Santa Casa rema contra a maré em relação à saúde das mulheres. Este hospital é a única referência que temos em gravidez de alto risco, que é nossa, das mulheres do Pará. Não vamos admitir que seja entregue à privatização”, disse Eunice Guedes, do Fórum de Mulheres do Pará.

 

“Privatizar a Santa Casa será pior do que a privatização da Celpa, porque aqui envolve vidas. Vai morrer muita mulher”, acrescentou Domingas Martins, do Grupo de Mulheres Brasileiras.

 

A vereadora Sandra Batista também criticou a ideia de privatização da Santa Casa e lembrou que o discurso privatista do lucro não se concretizou. “Disseram que a Celpa seria melhor gerenciada com a privatização e a Celpa está falida. É isso que querem fazer com a Santa Casa? Não vamos admitir”.

 

O deputado federal Carlos Puty também compareceu à manifestação. Ele destacou que a Santa Casa é patrimônio do povo do Pará e que o governo não pode decidir seu destino sem ouvir a população. “Vamos pedir uma audiência pública para discutir esse tema amplamente”, resumiu Puty.

O abraço simbólico à Santa Casa foi puxado também por funcionários da instituição. Dilene Costa, que faz parte da Associação de funcionários da Santa Casa, conclamou o movimento a manter-se organizado. “Vamos nos manter unidos para garantir a permanência da Santa Casa como patrimônio do povo do Pará”, afirmou.

 

Na próxima segunda-feira, às 19 horas, haverá reunião do Fórum contra a privatização da saúde do Pará, no auditório do Sindmepa.

 

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Sindicato dos Médicos do Pará