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UMS de Outeiro funciona em condições precárias

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Visita técnica realizada à Unidade de Saúde de Outeiro pelos médicos Vilma Hutim e Lafayette Monteiro, na última segunda-feira, identificou problemas semelhantes ao quadro geral já encontrado em outras unidades e hospitais públicos de Belém. Além da parte física sucateada, a unidade não conta com suporte de médicos suficientes para a demanda verificada na ilha. Apenas um médico diarista de quase 60 anos, atende de segunda a sexta, cumprindo praticamente 12 horas diárias.

A visita à UMS de Outeiro foi provocada por denúncias enviadas ao Sindmepa por usuários dos serviços de saúde do distrito. No relato dos médicos, a unidade se apresenta com “paredes infiltradas, forro cedendo, com risco de desabar a qualquer momento pela situação de falta de manutenção, relato de entrevistados de que animais como pombos fazem seus ninhos no forro”.

 

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O relatório aponta ainda “aparelhos de ar condicionados totalmente sucateados, sem botões de controle; filtros muito sujos; pias com vazamentos contínuos; sistema de tubulação para gás comprimido a vácuo e oxigênio sem válvulas de saída e sem funcionamento. Estão utilizando bala de oxigênio com pouca quantidade de oxigênio na sala de urgência”.

Quanto aos materiais para atendimento na unidade, “não tem carro com material para reanimação cardiocirculatória para crianças e nem para adultos preconizados como básicos no atendimento de qualquer unidade de saúde, ainda mais num serviço de atendimento para urgência”. A unidade carece de medicação básica como antitérmico.

No que se refere aos recursos humanos, a equipe do Sindmepa constatou um quadro de precarização da atividade médica. A unidade tem um quadro com numero de médicos insuficientes para atender a demanda, tanto na urgência como no ambulatório de especialidades básicas, pois a unidade é suporte para as equipes de Casa Família do distrito.

 

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No quadro atual tem seis médicos para o atendimento na urgência e ambulatório. Na Urgência somente um médico diarista de quase 60 anos trabalha de segunda a sexta, cumprindo 12 horas.  No ambulatório tem dois clínicos, um ginecologista e uma pediatra com 20 horas semanais.

Os médicos da Unidade não recebem nenhuma gratificação de urgência e insalubridade compatível com a leitura de risco nesse local de atendimento. O plantão extra de 12 horas na urgência não tem atraído médicos para o local devido às péssimas condições de trabalho, conclui o relatório, que será enviado pelo Sindmepa às autoridades competentes.

 

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Sindicato dos Médicos do Pará