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Servidores farão vigília na nova Santa Casa

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Funcionários da Santa Casa decidiram, em reunião realizada hoje de manhã, que vão ocupar a rampa do novo prédio da maternidade, no próximo dia 23,  em protesto contra uma possível entrega do novo hospital para o gerenciamento de  uma Organização Social (OS).

A reunião dos servidores aconteceu no auditório do hospital, com objetivo de se definir medidas a serem adotadas em relação a possível privatização da Santa Casa. Os funcionários querem ter a certeza de que o hospital não será privatizado.

A reunião contou com a presença de funcionários da Santa Casa que questionaram sobre como ficará a situação dos concursados se uma OS vier a gerenciar o hospital. Nenhum representante do governo ou da direção da Santa Casa compareceu à reunião.

A legalidade da troca do nome da Santa Casa para Almir Gabriel também foi questionada, assim como foi discutido se o governador tem autoridade para fazê-la. “Não foi questionado se o Almir Gabriel merece ou não a homenagem, o que não se acha correto é mudar o nome da Santa Casa”, afirma o diretor do Sindmepa José Martins, que representou o sindicato na reunião. Dentro dos próximos dias deve ser dada a entrada de um documento no Ministério Público questionando judicialmente estas questões.

Alguns funcionários também denunciaram o assédio moral e abuso de poder sofrido para intimidá-los a não participar das manifestações contra a privatização do novo Hospital. “O servidor vem sendo movido através do medo no hospital”, afirma o presidente da Associação dos Servidores da Santa Casa, Flávio Roberto.

No dia 23 quando ocuparão a rampa de entrada para o novo hospital, os funcionários vão convidar a população para fazer uma vigília no local, em protesto contra a possível privatização. Outra ação decidida hoje foi a realização de manifestos na praça da República em favor da Santa Casa pública, que contará com a participação da população. A data ainda será decidida pelos organizadores, revelou Roberto. O governo nega a privatização, mas não descartou a hipótese de repassar o novo hospital à administração de uma OS.

 

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