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CFM passa a exigir acompanhamento de médico em testes ergométricos

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A partir de agora, os testes ergométricos, conhecidos como de esforço físico, precisam ser acompanhados por um médico. A determinação é do Conselho Federal de Medicina porque nesses testes o coração é levado ao limite e pode ocorrer um infarto. Por isso, é fundamental a presença de um médico, e ele precisa saber como fazer o socorro.

Uma vez por ano, seu Wilson faz um teste ergométrico. Atualmente, ele só vai para a esteira acompanhado de um médico, mas diz que nem sempre foi assim. “Tive uma experiência uma vez em uma clínica e pedi para parar, não me senti legal, me senti sem confiança sem ter uma pessoa adequada ao lado, né, então pedi para parar. Mas aqui com médico a história é outra, a gente se sente mais confiante”, conta Wilson Benitez, comerciante.

Agora, uma resolução do Conselho Federal de Medicina, publicada no Diário Oficial da União da última sexta-feira (27), determina que: “O teste ergométrico deve ser realizado, em todas as suas etapas, por médico habilitado e capacitado para atender a emergências cardiovasculares, tornando imprescindível, para tal, sua presença física na sala.”

O Conselho Federal de Medicina publicou a resolução após verificar que em alguns lugares, o teste ergométrico não estava tendo o acompanhamento de um médico. Os especialistas dizem que por se tratar de um exame de esforço, há risco para a saúde do paciente, que pode precisar de um atendimento de emergência.

“Uma complicação em um teste de esforço geralmente é uma parada cardíaca. Então o médico deve estar é porque quem tem o domínio da reanimação cardiorrespiratória”, declara Desiré Callegari, secretária do Conselho Federal de Medicina.

No teste que seu Wilson faz, o médico monitora todos os sinais vitais. “Avaliando o paciente e eletrocardiograma, você acaba detectando alterações precoces e você pode interromper o teste antes que chegue num evento grave”, explica Raffael Fraga, cardiologista.

Em uma academia, o aluno tem apresentar um atestado médico antes de se matricular. Depois, é avaliado por um professor de educação física para saber qual o nível de resistência. Para o profissional André Trombini, a resolução que obriga o acompanhamento de um médico durante o teste, dá mais segurança.

“Para o educador físico, eu acho o ideal. Porque temos que priorizar a saúde do aluno aqui dentro”, diz André Trombini, professor de Educação Física.

De acordo com os médicos, ocorre uma morte a cada mil testes. É um número elevado, se pensarmos em quantos testes desses são realizados em todo o país. Então, a presença do médico é realmente importante.

Fonte: G1 – Walace Lara São Paulo, SP

 

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