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Barros Barreto enfrenta reforma e discute alternativas de gestão

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Atendendo a pedido do Sindmepa, o diretor do Hospital Universitário João de Barros Barreto (HUJBB), Antonio Rocha, recebeu ontem membros da diretoria colegiada para uma visita técnica ao hospital. Considerado um dos maiores hospitais universitários da Amazônia, o João de Barros Barreto, mantido pela Universidade Federal do Pará, passa por uma longa reforma e tenta superar as dificuldades financeiras. A maior polêmica envolvendo a instituição é a forma de gestão, que a partir de dezembro deste ano poderá passar a ser feita por meio da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh).
O novo diretor do HUJBB, Antonio Rocha, fez um resumo da situação financeira do hospital, que conta com um déficit anual de R$ 20 milhões para o seu custeio. Com dimensões extraordinárias, com 26.420 metros quadrados de área construída, dispõe de uma receita anual de R$ 37 milhões para uma despesa de R$ 57 milhões. Oferece consultas e internação em diversas especialidades, como Clínica Médica, Pneumologia, Infectologia, Pediatria, Cirurgia Geral, Cirurgia Vascular, Cirurgia de Cabeça e Pescoço, Endocrinologia, Cardiologia, Gastroenterologia, Neurologia e Urologia. E diariamente realiza entre 10 e 15 cirurgias nas mais variadas especialidades.

Parte do prédio encontra-se em reforma, o que dificulta ainda mais a vida dos seus servidores e funcionários. Há três meses à frente da instituição, Antonio Rocha, ao lado da diretora adjunta, Fátima Pinheiro, mostrou a diretores do Sindmepa o andamento das obras e falou das pendências.  Já estão finalizadas as obras da CTI pediátrica, com capacidade para seis leitos e a Unidade de apoio à cirurgia e esterilização, destinada a pequenas cirurgias, mas que servirá como centro cirúrgico para a totalidade dos procedimentos, já que o centro cirúrgico entrará em reforma dentro de 15 dias.

Na unidade de oncologia, já está instalado o acelerador linear, usado no tratamento radiológico de pacientes de câncer. O serviço de hemodiálise passará por novo processo licitatório, já que a empresa vencedora do certame não cumpriu com a realização do serviço. Falta instalar a ressonância magnética, tomografia computadorizada, serviço de diálise, mamógrafo, raio X teleguiado, hemodinâmica e serviço de fibrose cística. Os médicos também visitaram a Unidade de Diagnóstico de Meningite.

Hoje a maior discussão do hospital diz respeito à forma de gestão por meio da Ebserh. “Como vamos conseguir os recursos para cobrir o custeio sem a Ebserh. A empresa é o único caminho para o hospital continuar e melhorar o serviço prestado”, argumenta Antonio Rocha. O diretor do Sindmepa, João Gouveia, reafirmou a posição do Sindicato na defesa de concurso público, regime estatutário com condições de trabalho, remuneração digna e PCCR. Porém, ressaltou que a gestão por meio da Ebserh é menos nociva do que as Organizações Sociais (OS), pois há concurso público e contratação pelo regime celetista, embora não seja a forma ideal de gestão. Caberá ao Conselho Universitário decidir, em reunião no mês que vem, a melhor forma de gestão do hospital. Além de Gouveia, participaram da visita os diretores Lafayette Monteiro e Hilmar Ferreira.

 

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Sindicato dos Médicos do Pará