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Prefeitura de São Paulo não está disposta a negociar enquadramento na carreira

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Os médicos servidores da Prefeitura de São Paulo tiveram importante assembleia para discutir sobre o projeto da nova carreira da saúde, proposto pela administração. Reunidos na noite da quarta-feira, 17, os médicos deliberaram continuar lutando pelas reinvindicações definidas em assembleias anteriores, como aumento superior a inflação para todas as categorias, em todos os anos; rejeitar o enquadramento proposto pelo governo – que os profissionais sejam enquadrados conforme a nova regra; aumento do valor da gratificação por difícil provimento e preceptoria; aumento do plantão extra e fim da lei salarial 13.303 de 2002.

O presidente do Simesp, Eder Gatti, apresentou o andamento das negociações e o resultado das últimas reuniões do Sistema de Negociação Permanente da Saúde (Sinp-Saúde) da Prefeitura de São Paulo. Disse que o governo não está disposto a negociar a questão do enquadramento – profissionais que estão nas últimas categorias hoje não serão enquadrados nas últimas categorias da nova carreira. Além disso, os trabalhadores do Hospital dos Servidores Públicos Municipais (HSPM) e Autarquias Hospitalares serão prejudicados no enquadramento por estarem presos hoje no início da carreira. “Os médicos do HSPM são vítimas de uma distorção da carreira vigente e estão presos no início da carreira. A prefeitura poderia utilizar o enquadramento da nova carreira para compensar essa distorção” disse Gatti.

Outro ponto crítico é o valor do plantão extra. Atualmente, é pago R$ 441,82 por plantão extra em unidades do centro e R$ 619,95 na periferia. “É um valor extremante defasado se comparado ao que é pago pelo Estado, por organizações sociais e por serviços privados”, ponderou Gatti. A prefeitura não mudará o valor do plantão extra na nova proposta, mas se comprometeu a discutir a questão posteriormente. “Não podemos deixar para depois, temos que mudar isso já!”

Os sindicatos integrantes do Sinp-Saúde apresentaram cerca 40 pontos de reivindicações para que a administração se posicionasse. Essas entidades aguardam resposta. “Respeitaremos o espaço da mesa e levaremos nossas reivindicações até o final. Se o projeto for para câmara com pendências, abordaremos os vereadores para que elas sejam sanadas. Explicaremos a todos eles que os médicos e todos os outros profissionais de saúde devem ser valorizados.”

A próxima assembleia será dia 21 de outubro, terça-feira, às 20h, na sede do Simesp (rua Maria Paula, 78 – 1º andar). Caso haja alguma intercorrência antes dessa data, o Sindicato convocará os médicos por meio de suas mídias.

Fonte: Portal Simesp – http://simesp.org.br/imprensa.php?Ler-editoria;9353

 

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Sindicato dos Médicos do Pará