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Problemas do HPSM da 14 em debate no Sindmepa

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O diretor do Hospital Mário Pinotti, o Pronto Socorro da 14 de março, médico Almada Neto, fez ontem uma detalhada explanação sobre o andamento de reformas e intervenções que estão sendo implementadas no maior hospital de urgência e emergência do Pará. Recebido na sede do Sindmepa por diretores e médicos que atuam no hospital, ele reconheceu que há muitas deficiências na instituição, mas ressaltou que tem se empenhado em melhorar o serviço oferecido ao público e as condições de trabalho de médicos que fazem o atendimento no local.

O diretor atendeu convite da diretoria do Sindmepa para um diálogo aberto sobre os problemas registrados no hospital. Entre os quais estão a superlotação e falta de equipamentos, materiais e péssima estrutura física para a atuação dos profissionais. O diretor do Sindmepa, João Gouveia, ressalvou que parte dos problemas enfrentados pelo HPSM é consequência do funcionamento inadequado das Unidades Básicas de Saúde espalhadas pela cidade. De um total de 29 unidades, 11 deveriam oferecer serviços de urgência, mas isso não funciona na prática, sobrecarregando o HPSM, tanto da 14 quanto do Guamá.

Almada Neto admitiu os vários problemas do hospital e disse que vem tentando implementar medidas para melhoria do atendimento. Entre as intervenções elencadas pelo diretor estão a reforma da UTI pediátrica, que já tem verba liberada; reforma da área de traumatologia, prevista para ser concluída em uma semana; e reforma em andamento das enfermarias do prédio antigo, que serão climatizadas. A próxima etapa será a reforma das enfermarias do prédio novo, que já estão deterioradas e sem climatização.

Almada disse que o hospital precisou construir duas subestações de energia elétrica para suportar a demanda de energia de equipamentos pesados. Está em andamento a digitalização dos arquivos, vindo em seguida a digitalização do prontuário eletrônico e, até final de outubro, será feita a instalação da tomografia computadorizada de 16 canais. Em 45 dias farão a readequação da recepção do hospital, obedecendo à portaria do Ministério da Saúde, para melhorar o acolhimento.

O diretor relatou ainda que enfim, serão colocadas em funcionamento três máquinas de hemodiálise adquiridas pela Prefeitura em 2007 e que nunca entraram em uso por falta de instalação. Outra novidade é que o hospital da 14 terá autonomia financeira para resolver seus problemas imediatos de infraestrutura, exceto problemas com pessoal.

Todos os médicos deverão passar pelo curso de ATLS (Advanced Trauma Life Support), traduzido como suporte avançado de vida no trauma e obrigatório para médicos que atuam no setor de urgências, segundo portaria do Conselho Federal de Medicina (CFM). Alguns médicos, inclusive, já estão fazendo o curso, de acordo com o diretor. Outro item questionado pelos médicos presentes foi a segurança na área interna e externa, para o que o diretor respondeu que está providenciando reforço.

Participaram da reunião os diretores do Sindmepa João Gouveia, Wilson Machado, Erivaldo de Jesus Pereira e Hilmar Ferreira, além de médicos de pequenas cirurgias, clínicos da porta de entrada e vários médicos de especialidade. Pelo HPSM, além do diretor compareceram o médico Gilflávio Normandes e o coordenador de urgência/emergência da Sesma, Ivison Carvalho.

Quanto à criação de protocolos de Urgência/Emergência, padronização de medicamentos e fluxos de atendimento serão temas de uma reunião mais ampliada envolvendo o secretário de saúde, diretores do hospital do Pronto Socorro do Guamá e 14, UPA de Icoaraci, Hospital de Mosqueiro e o coordenador de U/E da Sesma.

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Sindicato dos Médicos do Pará