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Ministério da Saúde trata chikungunyia como pandemia

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Equipes médicas do Ministério da Saúde estão em Belém para dar um treinamento com informações atuais sobre a febre chikungunyia a profissionais de saúde que atuam nas vigilâncias epidemiológicas dos municípios paraenses. Os especialistas avaliam que a situação atual da doença no Brasil é de uma pandemia que exige o preparo de todas as regiões para o combate ao vírus. O seminário começou ontem e vai até amanhã, no auditório da Escola de Governo, na avenida Almirante Barroso, Souza.

No Pará, apenas um caso de chikungunyia foi registrado até o momento, em agosto passado, de um paciente de 47 anos que veio do Caribe passar férias com a família e foi atendido pela Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Saúde de Belém (Sesma) e retaguarda laboratorial do Instituto Evandro Chagas (IEC). O Brasil já registrou 36 casos da doença, 16 autóctones (aqueles contraídos dentro do próprio país) e 20 importados.

A capacitação foi feita pelo coordenador do Sistema de Administração da Saúde (SAS) do MS, Rodrigo Said, e pelo médico infectologista da Fundação Osvaldo Cruz (Fiocruz), José Cerbino Neto, sobre classificação de risco e manejo dos pacientes com suspeita de chikungunyia. Hoje, as ações do Plano Nacional de Contingência são esclarecidas por Matheus Cerroni e Fernando Avendanho, do Programa Nacional de Controle da Dengue (PNCD), e por Rodrigo Said e Olavo Fontoura, do SAS. Amanhã, o debate será com a mesma equipe do dia anterior, sempre em dois turnos.

De acordo com José Cerbino Neto, os estados da Bahia e do Amapá são áreas onde ocorrem maior transmissão da febre no país, mas a patologia se alastra de forma desequilibrada pelos continentes. “Se falou tanto em pandemia durante a influenza (Influenza A) e chukungunyia não está tendo essa mesma conotação, mas é uma pandemia”, afirmou.

O especialista também frisou a diferença de casos importados e autóctones, no que diz respeito ao diagnóstico. “Isso muda completamente a epidemiologia e as medidas necessárias. Quando se tem só casos importados, a Vigilância (Epidemiológica) tem que estar direcionada para um tipo de coisa. Quando você tem transmissão local, a abordagem é diferente. A gente está vivendo um momento da transição dos casos importados para os autóctones”, explicou.

Em relação à abordagem, o infectologia advertiu para a subnotificação de casos da dengue no país. Ele enfatizou que os profissionais de saúde não podem esquecer a dengue, que tem uma “abordagem terapêutica” diferente da necessária para o diagnóstico da febre. “Se você atendeu dez casos de chikungunya, o 11º será chikungunyia”, falou. “Se você ficar restrito só à abordagem do chikungunyia e esquecer a dengue, a gente pode ter um aumento de mortalidade por essa doença”, continuou.

MEDIDAS

Com a chegada da doença na região das Américas, no final de 2013, quando foi confirmada a transmissão autóctone no Caribe, o Ministério da Saúde fez um plano nacional de contingência, que tem como metas intensificar a vigilância, preparar a resposta da rede de saúde, treinar profissionais, divulgar medidas às secretarias de saúde e preparar laboratórios de referência para o diagnóstico.

Coordenador estadual do Programa de Controle da Dengue, Agostinho Limeira ressalta que o Estado também tem um plano de contigência de chikungunyia, cujas medidas se assemelham às de combate à dengue, já que o transmissor das doenças é o mesmo. “Mas tem algumas ações agregadas, principalmente com atenção a poliartrite (dor em várias articulações do corpo) – um pouco diferente na dengue, que tem uma assistência maior ao paciente que tenha hemorragia”, comparou. “O Estado tem um plano de contigência, está fazendo a sua parte, embora nãos seja um executor de ações, mas é um braço do Ministério. Quem executa as ações são os municípios”. O assunto será debatido no treinamento de amanhã.

É importante a colaboração das pessoas, com ações preventivas em casa para evitar os criadouros dos mosquitos que podem transmitir a doença. Isso previne tanto a ocorrência de surtos de dengue como da febre chikungunya. A sespa informa que, quando há notificação de caso suspeito, as secretarias municipais de saúde devem adotar ações de eliminação de focos do mosquito nas áreas próximas à residência, ao local de atendimento dos pacientes e nos aeroportos internacionais da cidade em que aqueles residam. Os principais sintomas da chikungunyia são febre alta, dores nas articulações, dor de cabeça e dores musculares.

Fonte da matéria: ORM News

 

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