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Nota Pública à população, Funcionários e usuários do Hospital Ophir Loyola

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Para impedir mais uma privatização de um hospital público construído com o dinheiro dos impostos dos Paraenses, o Sindmepa se associa ao Ato Público promovido pelos servidores do Hospital Ophir Loyola nesta sexta-feira, 19. O objetivo é provocar uma audiência pública para discutir a forma de gestão do novo hospital oncológico infantil do Pará. O ato público está marcado para às 12h, em frente ao Ophir Loyola. Todos lá. Segue nota pública divulgada pelos servidores do HOL:

NOTA PÚBLICA À POPULAÇÃO, FUNCIONÁRIOS E USUÁRIOS DO HOSPITAL OPHIR LOYOLA

Dia 19 de dezembro, sexta-feira, haverá a divulgação do vencedor da licitação que entregará o novo hospital oncológico infantil Octávio Lobo, construído com recursos públicos, à iniciativa privada, e que, ao que tudo indica será a Organização Social Pró-Saúde ou Instituto Nacional de Desenvolvimento Social e Humano (INDSH) quem ficará com o direito de gerir os milhões de reais que devem ser destinados ao referido hospital. Essa política de entregar o patrimônio público para inciativa privada não resolveu os graves problemas da saúde pública onde ela foi aplicada, nem aqui no Pará como nos outros Estados do Brasil. Este ato visa apenas beneficiar o setor privado, pois é uma marca dos governos Simão Jatene que, sistematicamente, promove o sucateamento da saúde pública em benefício das organizações sociais de fora do Estado que privatizaram a saúde no Pará e que, desde 2011, vêm sugando milhões dos cofres públicos sem sequer serem obrigados a cumprir metas de melhorias nos serviços prestados.

O governo do Estado, para encobrir a má gestão dos bens públicos, tenta impor a todos nós esse modelo de privatização camuflada, de um setor socialmente sensível e importante como o da saúde. Durante todas as gestões do governo atual, houve verdadeiros desmontes dos hospitais públicos, são prédios velhos caindo aos pedaços, com aparelhos defasados e quebrados, filas de esperas intermináveis, além do arrocho de salários dos trabalhadores, que na sua maioria ganham salário mínimo, fazendo com que tenham que trabalhar em dois, e às vezes, em três locais diferentes numa estafante jornada diária de trabalho.

Na contramão das condições dispensadas aos hospitais Públicos, quando se constróem prédios com equipamentos novos, o primeiro a ser lembrado não é a população e sim a iniciativa privada, as Organizações Sociais.

O sistema Integrado de Administração Financeira para Estados e Municípios (Siafem) e o Diário Oficial do Estado (DOE) mostra que, com praticamente o mesmo número de leitos, os hospitais regionais administrados diretamente pela Sespa receberam, no período de 2010 a 2012, pouco mais de 15% dos recursos destinados aos hospitais administrados pela Pró-Saúde no interior do Pará. No período, os hospitais de Santarém, Altamira e Marabá (30 leitos) sob a responsabilidade da OS, receberam exatos R$ 409.000.000.00 contra apenas R$ 65.000.000, repassados aos hospitais de Tucuruí, Cametá e Conceição do Araguaia (301 leitos), administrados pela Sespa. Essa desproporção de aplicação de recursos é o verdadeiro motivo da privatização: dinheiro.

Sem contar que a referida OS, Pró-Saúde, está sendo investigada em diversos Estados do Brasil e no Pará as contas da Pró-Saúde foram rejeitadas pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE) duas vezes e a mesma foi obrigada a devolver R$ 1,5 milhão aos cofres públicos. O lucro fala mais alto do que o bem estar da população. Uma auditoria do Departamento Nacional de Auditoria do Sistema Único de Saúde (Denasus) identificou várias irregularidades denunciadas pelo MPF do Tocantins envolvendo a Pró-Saúde, como a precariedade na distribuição e controle do estoque de medicamentos , milhares de remédios com data de validade vencida, insuficiência na gestão de pessoas, falta de inspeção sanitária, atraso no pagamento de fornecedores e funcionários, superfaturamento de serviços em 260% e até falta de comida nos hospitais de Tocantins. Ou seja, o vale tudo pelo LUCRO.

Já vimos isso acontecer nos governos do PSDB. A CELPA é o principal exemplo aqui no Estado, onde está sucateada para ser vendida e que, agora, temos um péssimo serviço e pagamos as contas mais caras do país, mesmo produzindo energia elétrica e exportando para o resto do Brasil.

Por isso, nesta sexta-feira, 19, fazemos um chamado a toda à população, funcionários e usuários do hospital Ophir Loyola a participarem de um grande ATO PÚBLICO em repúdio a mais esse ataque promovido pelo governador Simão Jatene, em frente ao Hospital, pois saúde é um direito e não uma mercadoria!

19/12, sexta-feira, em frente ao Hospital Ophir Loyola – 12:00h. 

 

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Sindicato dos Médicos do Pará