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Bettina amplia em mais de 385% a disponibilidade de exames endoscópicos em otorrinolaringologia

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Pacientes que precisam fazer exames endoscópicos de laringe (vídeolaringoscopia) e cavidade nasal (nasofibrolaringoscopia), que juntos se chamam fibronasofaringolaringoscopia, podem solicitar encaminhamento por meio do Sistema Único de Saúde (SUS) para o Hospital Universitário Bettina Ferro de Souza (HUBFS), da Universidade Federal do Pará (UFPA). A partir deste mês, o hospital comunicou oficialmente à Secretaria Municipal de Saúde (Sesma) que disponibiliza 620 vagas mensais do exame marcados por meio da Central de Marcação da Secretaria. Além disso, o Bettina conta com mais 620 vagas para atender aos pacientes que são do hospital. No ano anterior, eram disponibilizadas 160 vagas à Sesma e o salto para 620 significa um aumento de 387,5%. Os exames são fundamentais para avaliar a rouquidão, sangramento nasal, qualidade vocal, acompanhamento pré e pós-operatório do paciente e outros casos.

Segundo a assessora da direção, a médica Graça Soutelo a capacidade de realização do procedimento no hospital pode ser maior. “Em novembro de 2014, esse aumento já estava disponibilizado tanto para a Central de Marcação de Exames da Sesma quanto para o Bettina. Em janeiro deste ano, oficializamos a informação à Secretaria e o Serviço de Otorrinolaringologia do HUBFS pode atender até 1.460 pacientes por mês. Ainda hoje a maioria das indicações para esses tipos de exames são feitas no atendimento do próprio Bettina. Poucas pessoas vêm fazer os exames com solicitação de serviços externos, e a oferta ainda é superior à demanda. Então, queremos que os pacientes cheguem no Bettina Ferro, eles  são aguardados e estamos estruturados para atendê-los”, ressalta Graça Soutelo.

Acesso – Daiane da Silva, 26 anos, reside em Tailândia, sul do Pará, faz tratamento da garganta na Fundação Santa Casa de Misericórdia, onde não se realiza o exame de videolaringoscopia, e obteve encaminhamento para o Bettina. “Minha garganta dói e fico rouca do nada, até sumir a voz. Não posso falar muito, falar alto nem gritar. Fico boa em um momento, em outro, totalmente rouca até perder a voz”, diz Daiane.

Segundo a paciente, para conseguir fazer a viodeolaringoscopia obteve solicitação em setembro de 2014. “Ainda acho que foi rápido, porque eu tenho filhos que fazem tratamento em Tailândia e até descobrir o problema deles, depois de encaminhado para Belém, levou mais de ano na fila. A dificuldade para fazer exames começa no município onde a gente mora e, se for distante, é pior ainda”, afirma a paciente.

Mais uma sala de exames endoscópicos – O coordenador do Serviço de Otorrinolaringologia, o médico Francisco Palheta, explica que a ampliação foi possível a partir do funcionamento de mais uma sala de exame. “Com apoio da direção a sala que já existia passou a funcionar melhor e com as doações dos ‘Amigos da Otorrino’, que são pessoas físicas e jurídicas, conseguimos equipar uma segunda sala e ampliamos para 620 exames por mês”, destaca o coordenador.

Além disso, Palheta afirma que para agilizar o atendimento aos pacientes que vêm para consulta no hospital, caso o médico verifique que precisa fazer o exame e tendo vaga naquele momento, o paciente faz e recebe o exame na mesma hora.

“Antes, o paciente tinha que fazer a consulta em um dia, em outro marcar o exame, vim na data marcada, depois voltar para receber o resultado e marcar a volta com o médico, enfim, eram muitos procedimentos e alguns acabavam desistindo. Agora, não. Se o médico solicitar e tiver vaga a pessoa faz tudo no mesmo dia. Temos turnos durante a semana, pela manhã, intermediário e à noite, à realização dos exames. O aparelho é utilizado ainda no Centro Cirúrgico para ajudar na precisão das cirurgias de otorrinolaringologia”, diz Francisco Palheta.

Realização do exame – São dois tipos de equipamento à realização do exame: com as fibras rígidas e flexíveis.Segundo Cíntia Fonteles, uma das médicas preceptoras que realiza os exames, a vídeolaringoscopia é um exame de diagnóstico de lesões tanto de laringe, que avalia diretamente a base da língua, cavidade oral, hiporfaringe e a laringe.

Já o nasofibrolaringoscopia, esclarece a médica, inicia pela cavidade nasal, observa toda a cavidade nasal, onde se vê a região do nariz, a nasofaringe, hipofaringe e a orofaringeque, áreas que a vídeo não pega.

Fonteles explica ainda que a diferença entre ambos são muitas e destaca que a principal é que a naso inicia-se pelo nariz e a vídeo pela boca. “Com ambos os exames observamos que a laringe é igual, a diferença é que a fibro do nariz é fininha e flexível e a da vídeo é rígida. Outra diferença é que um paciente que tem reflexo nauseoso, por exemplo, é indicado a nasolaringoscopia porque o equipamento é mais flexível. Por causa do tipo de lente a vídeolaringoscopia oferece ao profissional uma visão mais ampla”, conta.

A vídeolaringoscopia é um exame rápido, dura menos que três minutos, não precisa de anestesia e não há restrição de idade. Pela nasolaringoscopia é possível fazer o exame até em recém-nascido.

Atendimento – Todos os atendimentos feitos no HUBFS estão 100% vinculados ao Sistema Único de Saúde. Isso garante que os pacientes tenham acesso a tratamentos de alta especialidade, de forma gratuita. Para receber atendimento pela primeira vez no hospital é necessário que a pessoa se dirija à Unidade Municipal de Saúde (UMS), a qual faz o agendamento na Central de Marcação de Consultas da Sesma para o Bettina.

Depois que o paciente recebe atendimento no Bettina Ferro, seu retorno é marcado no próprio hospital. Caso o usuário seja encaminhado do Bettina para outra especialidade médica e, mesmo que a especialidade exista no HUBFS, o paciente deve retornar a UMS para solicitar nova marcação de consulta.

Os exames de média e alta complexidade são todos também feitos somente com autorização da Central de Marcação de Exames da Sesma, na UMS. Mas se o médico do Bettina solicitar exames de alta e média complexidade que o hospital oferece, a marcação é feita na recepção do HUBFS, que também solicita autorização da Sesma.

Texto: Cleide Magalhães – Ascom/HUBFS/UFPA

Fotos: Edna Nunes – Ascom/HUBFS/UFPA.

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