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Sesma vai esperar resultado de Assembleia para decidir sobre Mais Médicos

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A polêmica contratação de médicos pelo programa Mais Médicos, do governo federal, para atuar no município de Belém, deve ter um capítulo à parte. Diante da diferença salarial entre os médicos do programa e os que são contratados pela Secretaria Municipal de Saúde para o Estratégia Saúde da Família, os médicos da ESF estão exigindo a isonomia salarial para continuar atendendo. Mas em reunião realizada hoje, no Sindmepa, com o secretário de saúde e equipe, a Sesma informou que não tem condições financeiras de bancar a isonomia. O secretário afirmou que se os médicos da ESF decidirem entrar em greve por conta da diferença salarial, a Prefeitura terá que abrir mão dos médicos do Programa federal.

“Não temos condições de alinharmos esse salário, de praticar a isonomia”, disse o secretário, Sergio Amorim Figueiredo. “Se os médicos decidirem entrar em greve pela isonomia, a única solução será não aderirmos ao programa”, completou.

Já o diretor do Sindmepa, Wilson Machado, ponderou que o sindicato não é contra a vinda de médicos, mas considera delicada a situação em que profissionais com as mesmas qualificações e desempenhando as mesmas funções, recebam remuneração diferente.

A Sesma solicitou 28 médicos para o Mais Médicos, mas o Ministério da Saúde enviou 57. Belém só aderiu 28 médicos, disse o secretário. Sergio Amorim Figueiredo, alegou que o município não tem condições financeiras de bancar a isonomia salarial e que vai aguardar o resultado da Assembleia dos médicos, que acontece amanhã às 19h. “O Sindmepa levará as ponderações do Secretário para a Assembleia de amanhã e aguardará a decisão dos médicos que atendem pela Estratégia Saúde da Família”, disse o diretor João Gouveia.

Outros temas foram debatidos na reunião de hoje com o secretário de Saúde, entre os quais realinhamento salarial, funcionamento da urgência e emergência e segurança. Sobre realinhamento salarial, a Sesma ficou de encaminhar todos os dados financeiros sobre o número de médicos atuando no município, por situação funcional – efetivos, temporários e plantonistas. Uma nova reunião foi marcada para o próximo dia 3, no Sindmepa, para discutir a questão.

Quanto ao serviço de hemodiálise no HPSM da 14, o secretário disse que a previsão para entrar em funcionamento é o final do mês. Ele frisou, porém, que o serviço não será disponibilizado para toda a cidade, mas somente para os pacientes agudos internados no Hospital. Todas as necessidades de infraestrutura para a instalação das máquinas já foram supridas e a Sesma está promovendo a contratação de nefrologistas para o funcionamento do serviço. Quanto à cirurgias ortopédicas no hospital, outro item que constou da conversa, isso depende da conclusão da reforma da sala cirúrgica.

Sobre a construção de novas UPAS, o secretário disse que estão em obras três Unidades, sendo que a do bairro do Jurunas tem previsão de ser inaugurada ainda neste ano. As da Sacramenta e Terra Firme, no ano que vem; e mais uma unidade na Marambaia, ainda sem previsão. Ele informou que atualmente onze unidades básicas de saúde do município atendem a casos de urgência e emergência, além da UPA de Icoaraci e dos dois Prontos Socorros para os casos de maior gravidade.

A respeito de segurança, a Sindmepa vai tentar marcar uma reunião com o Estado para uma estratégia conjunta para se inibir assaltos e invasões a unidades de saúde, unindo esforços da Secretaria de Segurança Pública, Polícia Militar e Guarda Municipal.

Além do titular da Sesma, participaram da reunião, pelo município, Claudia Gonçalves, diretora de RH; Ivson Carvalho, diretor de Urgência e Emergência; e Igor Fonseca, coordenador de Comunicação da PMB. Pelo Sindmepa, os diretores Wilson Machado, João Gouveia e Hilmar Ferreira, além do assessor jurídico, Eduardo Sizo.

1 comentário

  1. ANTÔNIO VIEIRA SOARES NETO on

    Realmente o Secretario terá que abrir mão dos médicos Do MS .O Ministério é tão bonzinho que certamente complementará os salários dos médicos paraenses ,incluisive resolvendo a situação imoral do contrato como
    temporário,para quem trabalha há 13 anos em Bairro de Alto Risco Riacho Doce -Guamá )

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Sindicato dos Médicos do Pará