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Mantido o estado de greve dos médicos da ESF

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Médicos da Estratégia Saúde da Família (ESF) do município de Belém, reunidos ontem em assembleia no Sindmepa, decidiram manter o estado de greve e aguardar o desenrolar das reuniões do Ministério Público Estadual (MPE) e Ministério Público do Trabalho (MPT), e da Sesma, para novamente se posicionar em relação aos problemas enfrentados nas unidades em que trabalham. Além de falta de condições de trabalho, os profissionais, principalmente médicas, relataram casos de tratamento desrespeitoso por parte de funcionários do município que coordenam unidades de saúde. Cerca de 70 médicos atuam na ESF em Belém. Com unidades em reforma, pacientes são atendidos em locais impróprios, como mostra a foto feita por uma médica.

O diretor João Gouveia, que coordenou a assembleia, apresentou aos presentes a resposta da Prefeitura sobre o documento encaminhado à Sesma há cerca de 15 dias para análise. Foi feita avaliação ponto a ponto do documento, constatando-se muita discrepância entre a informações descritas pela PMB em relação às condições das unidades de saúde e a realidade vivenciada pelos médicos.

“Condições de trabalho continuam muito precárias em relação a instalações, medicamentos e equipamentos, falta de retaguarda de leitos e exames, curativos, vacinas, preventivo do câncer e, aliado a isso, têm-se ainda o problema da falta de segurança”, disse Gouveia.

Ele informou ainda que os médicos farão a contestação de descontos salariais indevidos em seus contracheques, com o encaminhamento de documentos sobre esses descontos à Sesma.

O Sindmepa foi provocado pelo Ministério Público do Estado para encaminhar informações detalhadas por unidade sobre as condições de trabalho relatadas, em relação à precarização das relações trabalhistas. Também foi convocado pelo Ministério Público do Trabalho para uma audiência de conciliação, no próximo dia 23, onde serão discutidas as reivindicações enviadas à PMB.

Diante das informações e como não foram constatados avanços, os médicos presentes à assembleia decidiram manter o estado de greve e acompanhar o desenvolvimento das ações do Ministério Público estadual e Ministério Público do Trabalho sobre o assunto.

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Sindicato dos Médicos do Pará