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Sindmepa tem audiência com Zenaldo

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Uma audiência realizada ontem entre Sindmepa e médicos representantes do HPSM da 14, Guamá e ESF com o prefeito Zenaldo Coutinho e equipe, atenuou o clima tenso reinante, principalmente entre os profissionais que atuam na área da urgência e emergência da capital. A situação mais grave é a do Pronto Socorro do Guamá, onde os médicos haviam ameaçado paralisar atividades, se a PMB não acenasse com medidas mínimas de melhorias nas condições de trabalho.

A principal reivindicação dos médicos do HPSM do Guamá era a volta do quarto plantonista do hospital, pois a redução para três profissionais tornou insuportável o atendimento da imensa demanda. “Com três plantonistas não temos direito sequer ao intervalo do almoço ou descanso”, disse Caio Botelho, um  dos médicos que participou da audiência com o prefeito.

Em reunião separada, o secretário de saúde, Sérgio Amorim, garantiu o atendimento das demandas, pondo fim ao estado de greve que havia sido aprovado na semana anterior. Além do retorno do quarto plantonista, os médicos do HPSM do Guamá pediam a padronização e aprimoramento da triagem, retorno do exame de troponina, conserto do aparelho de ECG e aquisição de mais um ou dois aparelhos, placa de orientação para os pacientes na entrada, já que muitos que deveriam ser acompanhados pela atenção primária buscam direto o Pronto Socorro para atendimentos de rotina.

ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA

Para o diretor do Sindmepa, João Gouveia, que participou da audiência, a “reunião foi razoável com o atendimento de alguns pontos pleiteados pelos médicos do PS do Guamá e o encaminhamento de outros”. Com relação aos problemas da Estratégia Saúde da Família (ESF), será feita uma assembleia específica em que serão analisadas, ponto a ponto, as propostas feitas pela PMB.

foto site

O prefeito Zenaldo Coutinho reafirmou sua determinação de cobrar o cumprimento da carga horária e o diretor do Sindmepa disse que a exigência tem que ser para todos os funcionários do município, inclusive os que ocupam cargos de DAS.

Quanto ao realinhamento salarial e o Plano de Cargos, Carreiras e Remuneração (PCCR) foi constituída uma nova comissão que vai estudar o assunto, com a participação de membros da secretaria de Assuntos Jurídicos, dos departamentos de Urgência e Emergência e de Recursos Humanos da Sesma, Dieese e Sindmepa. Pelo Dieese, participará o coordenador técnico, Roberto Sena e pelo Sindmepa, os diretores João Gouveia e Wilson Machado. A primeira reunião da comissão ficou marcada para o próximo dia 16, às 9h, na Sesma.

Dados da Sesma indicam a existência de 1.165 médicos trabalhando para o município, dentre eles, 460 médicos plantonistas, sem vínculo empregatício, gerando um custo de 3.8 milhões de reais para a Prefeitura de Belém. A proposta do Sindmepa é que os plantonistas se tornem contratados até que a Sesma faça concurso público e se implante o PCCR no município. “Se num prazo de dois meses nada for encaminhado vamos propor em assembleia um novo movimento paredista e estimular a saída dos médicos da Sesma, pois em alguns casos, como nas unidades básicas ambulatoriais de saúde e nas urgências e emergências, os médicos estão pagando para trabalhar no município, tal o nível de precariedade da remuneração que recebem”, destacou João Gouveia.

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Sindicato dos Médicos do Pará