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Hospital Bettina fornece colírio a pacientes de glaucoma

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O Hospital Universitário Bettina Ferro de Souza (HUBFS), da Universidade Federal do Pará (UFPA), é a única instituição pública no Pará a fornecer colírios a pacientes de glaucoma, por meio do Programa de Glaucoma, do Ministério da Saúde (MS), em parceria com a Secretaria de Estado de Saúde (Sespa). Neste mês em que se comemora o Dia Nacional de Combate ao Glaucoma, ocorrido no último dia 26, a medicação foi distribuída a 100 pacientes do Serviço de Oftalmologia, que realiza em média 13 mil procedimentos por mês. Levantamento feito no HUBFS, em 2014, apontou que cerca de 500 pessoas atendidas necessitam do medicamento para controlar a doença. O glaucoma é uma das causas da perda de visão, a partir dos 45 anos, e a distribuição do medicamento somente é feita a pacientes diagnosticados e acompanhados no hospital.

O diretor do Bettina, o médico e sociólogo Paulo Amorim, ressalta que o hospital serve de referência na região Norte em oftalmologia e buscou a habilitação do programa junto ao MS desde julho de 2013, para garantir o acesso à medicação e não deixar a doença evoluir. “Estamos felizes porque o convencimento junto aos órgãos competentes se consolidou e temos razões para comemorar este mês, em que ocorre o Dia Nacional de Combate à doença. Agora com a dispensação feita no Bettina é possível fazer o controle da pressão intraocular do paciente para o resto da vida, prevenindo o glaucoma”, disse Amorim.

Em fevereiro de 2014, a dispensação do colírio foi aprovada, por unanimidade dos votos, no Conselho Municipal de Saúde. No mês seguinte, o processo de credenciamento foi submetido à Comissão Intergestora Bipartite e depois ao Ministério da Saúde para ser executado em definitivo. Contudo, hoje estão disponíveis no Bettina os colírios de Brimonidina, Dorzolamida e Travoprosta. A previsão é que cheguem outras soluções oftalmológicas.

Procedimento – O farmacêutico e bioquímico do Hospital Bettina, Luiz Santana, enfatiza que para ter acesso à medicação a pessoa precisa do diagnóstico da doença emitido pelo médico do HUBFS. “Uma vez diagnosticada a doença e/ou a pressão intraocular, por meio de exames, o médico preenche documentação necessária para formar processo e o paciente dá entrada na Farmácia do Bettina. Depois da análise é feito cadastro no sistema, por meio do programa Horus, que é acompanhado pelo MS e pela Sespa, garantindo o controle e agilidade da dispensação medicamentosa. No mês seguinte, o paciente começa a receber o colírio. Cada processo vale por três meses, e a pessoa deve retornar com o médico, que solicita de novo e assim por diante. A partir da segunda solicitação não é necessário os documentos pessoais, pois a pessoa já fica cadastrada no sistema”, explica o farmacêutico.

Glaucoma – Segundo o oftalmologista José Braga, coordenador do Serviço de Oftalmologia do HUBFS, o glaucoma é uma enfermidade que provoca danos ao nervo óptico, responsável por enviar sinais visuais ao cérebro. Ainda não se sabe a causa. Entretanto, pesquisas científicas apontam que a elevação da pressão intraocular é um dos principais fatores de risco associados ao desenvolvimento da doença e que pessoas com idade a partir dos 45 anos são mais suscetíveis ao problema. Aparecem também como fatores de risco da doença os casos de glaucoma na família, diabetes, miopia, uso prolongado e continuo de esteroides/cortisona e histórico de lesão nos olhos. Vale lembrar que a doença não tem cura, mas tratamentos clínicos à base de colírios podem, em muitos casos, evitar a progressão da perda da visão.

Fonte: Ascom/HUBFS/UFPA.

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