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Médicos de Marabá querem condições mínimas de trabalho

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Em assembleia geral realizada ontem, em Marabá, médicos que trabalham sob contrato com a Prefeitura Municipal decidiram promover um minucioso levantamento das condições de trabalho existentes nas diversas unidades de saúde, sejam ambulatoriais ou hospitalares para detectar problemas enfrentados no atendimento aos usuários do SUS. A recomendação do Sindmepa é de que os médicos não ultrapassem o número de 16 atendimentos em quatro horas de trabalho em postos de saúde para garantir “atendimento médico adequado e digno aos usuários do Sistema Único de Saúde”, destaca o diretor do Sindmepa, Waldir Cardoso, que conduziu a reunião ao lado do delegado sindical, Mecenas Magno. Na assembleia, foi aprovada a Carta de Marabá http://migre.me/pMkRZ, que será encaminhada pelo Sindmepa às autoridades do município e do Estado.

“A partir desse levantamento, vamos encaminhar ao executivo municipal documento reivindicando soluções com relação às deficiências encontradas. Por isso, pedimos aos colegas levantamento rigoroso de eventuais problemas que dificultam ou impedem o atendimento nas unidades municipais”, explica o diretor.

No documento a ser enviado ao prefeito, serão destacadas exigências de condições mínimas que os médicos de Marabá precisam para trabalhar como acesso à água potável, acesso a banheiros decentes, cadeiras ergonômicas e segurança, além de liberação para Congressos científicos, incorporação das gratificações ao salário, Plano de Carreira e reajuste salarial.

A assembleia também definiu que os médicos estabeleçam um relacionamento cordial com pacientes e familiares mostrando a estes os esforços feitos pelo profissional para garantir a qualidade no atendimento. “Os pacientes e sua saúde são o objetivo maior de todo o nosso trabalho. Por isso recomendamos atender no máximo dezesseis pacientes em quatro horas”, destaca. Por conta da grande demanda, há ocasiões em que médicos são obrigados a  atender a até 20 pacientes em um plantão de quatro horas o que compromente a qualidade do serviço oferecido.

Durante a AGE de Marabá também foi discutido a Recomendação Ministerial 004/2015, da Promotora de Justiça Mayanna Silva de Souza Queiroz, com recomendações sobre o cumprimento da jornada de trabalho pactuada entre a prefeitura e os médicos. “Não há dúvida de que jornada de trabalho definida em contrato deve ser integralmente cumprida. Portanto, para quem estiver com problemas em cumprí-la, temporariamente, recomendamos que peça licença sem vencimentos até que possa cumprir a jornada integral ou solicite exoneração”, afirma Waldir Cardoso.

“Recomendamos também que os colegas registrem em prontuário e nos livros de ocorrência as deficiências mais graves e fotografem estes registros. Lembrando que nossa categoria é, injustamente, responsabilizada pelas deficiências do atendimento de saúde e precisamos nos municiar de documentação para provar nossa inocência, caso seja necessário”, lembra Cardoso. “Chega de sermos culpados pelo mau atendimento e as péssimas condições a que são submetidos os usuários do SUS em Marabá”, acrescenta Mescenas Magno.

 

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Sindicato dos Médicos do Pará