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Sindmepa Informa – 22.05.15

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CURSOS DE MEDICINA

Por meio do Programa Mais Médicos, o governo federal incentiva a oferta de cursos particulares de medicina nas cidades de Bragança, Castanhal, Cametá e Breves. Para nós, o objetivo claro do governo é jogar no mercado médicos em profusão, não importando a qualidade da formação destes (tal qual faz o governo cubano). Em 2012 havia 6.612 vagas nas cidades do interior e 8.859 nas capitais (total de 15.471 vagas) e para 2.015 há previsão de 16.409 vagas do interior e 10.637 vagas nas capitais do país (total de 27.0460 vagas). Cerca de 57% de aumento em três anos no número de vagas! É formação de “médicos” em escala industrial e na prática formar alunos junto com os professores, pois neste locais os médicos, candidatos a professor, são da área assistencial, que já são poucos. Que tempo terão para dar aula?

NEONATOLOGISTAS

Após pressão de entidades médicas em peso de todo o Brasil, o Ministério da Saúde recuou da ideia de propor a retirada das salas de parto de pediatras neonatologistas. No projeto inicial colocado à consulta pública, entre as novas diretrizes para a realização de partos se incluía a ausência de pediatras neonatologistas. A se concretizar essa proposta, quem iria substituir esses profissionais na hora do parto? com quem ficaria a responsabilidade pela assistência ao recém-nato? Para as doulas, parteiras, acompanhantes ou médicos obstetras e anestesistas? Mais uma ideia de jerico que as entidades médicas derrubaram com louvor.

CURSO DE OBSTETRÍCIA

Tem mais sobre partos. A USP está formando o profissional de obstetrícia (obstetrizes). Detalhe importante: não precisa ser médico, enfermeiro ou qualquer outro profissional com formação em saúde, basta ser “curioso”, e/ou ter interesse no assunto, para fazer o curso. Imaginem estes “obstetrizes” (antigas parteiras), junto com as “doulas”; some-se a isto os partos humanizados, na residência das parturientes e sem médicos ou neonalologistas por perto. Valha-me Deus e Nossa Senhora!!! Quanta irresponsabilidade.

DENGUE e CHIKUNGUNYA

Todos os esforços, que já são insuficientes, do governo no combate à Dengue e à Febre Chikungunya não terão nenhum resultado se a população não contribuir evitando a coleção de água em depósitos a céu aberto. Todos nós somos co-responsáveis pela manutenção dos cuidados profiláticos no combate ao mosquito. Em São Paulo, já há uma epidemia, com gravíssimas consequências para a saúde da população, inclusive com muitas mortes! Que sirva de exemplo aos outros Estados, inclusive ao nosso, que já tem tradição em estar no topo do ranking dessas estatísticas nebulosas.

IOL

Os médicos do antigo Instituto Ophyr Loiola (IOL) estão tendo contratos de trabalho pelo regime seletista rescindidos sem a garantia dos direitos trabalhistas, sob a desculpa esfarrapada de contrato nulo de pleno direito. O Sindmepa é terminantemente contra essas rescisões e coloca à disposição dos mais de 80 colegas que se encontram nessa situação para as ações judiciais cabíveis.

CENÁRIO DE GUERRA

Dados estatísticos sobre mortes violentas publicados pela Unesco e governo federal colocam o Brasil num cenário de guerra. Jovens morrem mais vítimas de arma de fogo no País do que em países que estão, literalmente, em guerra. E o Pará aparece com destaque neste cenário. Ananindeua, Marabá, Marituba, Castanhal, Rondon do Pará e Tucumã estão entre as cem cidades do Brasil com mais mortes por arma de fogo. Se somarmos a isto as mortes por acidentes de moto, vamos entender porque estamos nos tornando um país de velhos. Perdendo nossos jovens para o trânsito e armas de fogo. Lamentável.

INVESTIMENTO BAIXO

Mais da metade da saúde do brasileiro continua sendo arcada pelo próprio paciente. No País, 47,5% da conta final da saúde é bancada pelo poder público, contra 52,5% bancados pelo cidadão. Os dados são de 2012 e foram divulgados pela OMS, que apontou também que o Brasil investe menos em saúde que a média mundial. No Brasil, o gasto médio do governo com a saúde de cada cidadão chegou a US$ 512, quando a média mundial foi de US$ 615. Apesar de ainda baixo, o investimento em saúde subiu cinco vezes em dez anos. Em 2000, o investimento por cidadão/ano era de US$ 107.

PLANOS DE SAÚDE

Em São Paulo, entidades que representam planos de saúde vão bancar a criação e o funcionamento de um núcleo no Tribunal de Justiça de São Paulo para mediar ações propostas contra as próprias seguradoras. A tal “câmara de mediação” terá entre os seus membros advogados e médicos indicados pelos planos. Nem precisa ser um gênio para perceber o objetivo dessas operadoras com esse “investimento”. Câmaras técnicas devem existir em todas as esferas do poder, mas com a autonomia necessária ao seu livre funcionamento, sem amarras ou entraves ao seu desempenho.

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Sindicato dos Médicos do Pará