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Julho Amarelo: previna-se contra as hepatites virais

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Julho foi adotado pelo Ministério da Saúde como o mês de luta e prevenção das hepatites virais. Conhecido como Julho Amarelo, o mês das férias também tem sido de alerta contra a doença. Várias entidades de saúde de todo o Brasil divulgaram informações sobre o assunto e promoveram ações com o intuito de alertar e prevenir a população contra as hepatites virais.

As hepatites virais são divididas em A, B, C, D, E, com diferentes formas de transmissão, por isso é importante conhecer as causas e sintomas de cada tipo da doença para se prevenir do contágio que, por sua vez, pode gerar sérios riscos à saúde.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Patologia (SBP) as formas de transmissão da hepatites virais A e E são principalmente água e alimentos contaminados, sendo comuns em surtos, principalmente, em locais com condições precárias de higiene. Já as hepatites B, C e D, podem ser adquiridas por transfusões, compartilhamento de seringas ou por relações sexuais.

A Hepatologista, Deborah Crespo, afirma que o tipo da doença que requer maiores cuidados são as hepatites virais do tipo B e C. “Nosso desafio, como médicos, é encontrar aquele vírus que perdura no organismo por mais tempo e são silenciosos e que se manifestam, geralmente, quando a doença se encontra em estágio avançado. Especialmente as hepatites B e C que acometem muitas pessoas”, disse.

Segundo Deborah Crespo, os sintomas mais comuns da hepatite são os olhos amarelos e urina escura, mas existem casos em que o paciente pode apresentar sintomas parecidos ao de uma virose, como: febre, mal-estar e enjoo. É possível ainda, para os casos crônicos da doença, que o paciente não apresente sintoma algum, o que possibilita que a doença evolua para um quadro mais sério como cirrose hepática.

A médica explica ainda que a principal causa de transplante de fígado no mundo é a hepatite C, por esse motivo, a partir do mês de agosto o Ministério da Saúde vai disponibilizar medicamentos para combater este tipo de vírus. “Com as novas drogas que serão disponibilizadas pelo Ministério da Saúde nos vamos conseguir curar mais de 95% das pessoas que serão tratadas. Teremos um desafio importante pela frente que é mostrar”, afirma.

Por ser uma doença que requer grandes cuidados, é importante que se prevenir contra os vários tipos da hepatite. Os cuidados são simples, contra os tipos A e E da doença, lave as mãos e alimentos antes de ingeri-los. Já os tipos B, C e D podem ser transmitidos através da relação sexual, por isso é importante usar. A hepatologista explica, ainda, que existem vacinas para prevenir contra as hepatites A e B.

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