WhatsApp: (91) 98895-3102
S.O.S Sindmepa: (91) 99893386

Sindmepa Informa – 03.07.2015

0

CARÊNCIA TOTAL

A estratégia da Prefeitura de Belém de distribuir a demanda do HPSM da 14 pelas demais unidades de urgência e emergência de Belém, esbarra na falta de equipamentos dessas unidades. Nas visitas técnicas que temos feito às unidades da capital, nos deparamos com um quadro de carência geral. Na semana passada, confirmamos o precário funcionamento da unidade de saúde do Telégrafo. Não havia material básico para uma simples sutura, como pinça e material para esterilização. O cilindro de oxigênio não estava sendo usado por conta de um vazamento e agulhas para injeção intramuscular também estavam em falta. Desse jeito, como querer que a população procure essas unidades para ser atendida?

 

HOSPITAL DE GUERRA

Aliás, pior do que um hospital de guerra, era o cenário do HPSM do Guamá na última terça-feira, quando estivemos em visita técnica ao local. Amontoados por todos os lados, inclusive nos corredores do andar de cima, pacientes disputavam atendimento e profissionais se desdobravam para atender a demanda que triplicou com o incêndio do hospital da 14. O esquema montado pela Sesma para distribuir a demanda de urgência da capital precisa funcionar urgentemente, sob pena de haver uma nova implosão, desta vez no Guamá.

 

SEM ACESSIBILIDADE

Na reunião que realizamos com o secretário de saúde do município, Sérgio Figueiredo, para definir novos fluxos de atendimento do pessoal que era lotado na 14, ficou claro que o hospital Samaritano não dará conta do recado e precisará de reformas para se tornar retaguarda dos atendimentos de urgência de Belém. O próprio secretário reconheceu que o hospital não tem acessibilidade. Não tem rampas nem elevador. Em princípio, só o térreo poderá ser usado. A Santa Casa vai ceder 30 leitos a serem referenciados pela regulação e o Metropolitano vai dar conta das cirurgias pediátricas de sua demanda espontânea. Outros hospitais do Estado devem entrar no sistema, mas mesmo assim a população de Belém deve se preparar para dias difíceis.

 

VIOLÊNCIA

Nesta semana estivemos no Ministério Público Estadual e OAB-Pará para discutir a violência que ronda médicos na relação com delegados de polícia, especialmente no interior do Estado. Preocupado com a dimensão que o problema está tomando, com delegados nomeando médicos peritos ad hoc sem a sua anuência, o coordenador das promotorias criminais do Ministério Público Estadual, Isaías Medeiros, disse que o assunto deve ser resolvido de forma negociada entre as partes para atender ao interesse público sem violação dos direitos da categoria médica. Na OAB, representantes do Sindmepa e CRM relataram abusos por parte da polícia e solicitaram a interferência da OAB nos casos de violência contra médicos. Vamos enviar documentos sobre os encaminhamentos jurídicos já tomados tanto para o MP quanto para a OAB e aguardar os acontecimentos.

 

FARMÁCIAS 24 HORAS

A Extrafarma não mandou representante à última audiência convocada em Mosqueiro pelo Ministério Público para discutir o funcionamento de farmácias 24 horas na ilha. Uma demanda dos médicos que trabalham no hospital municipal, o funcionamento de farmácias 24 horas em Mosqueiro foi levado ao MP pelo Sindmepa. Feitas várias reuniões, as grandes farmácias continuam resistindo à a abertura no horário noturno. Agora, condicionam seu funcionamento à abertura das farmácias de pequeno porte, que todos sabem não tem estrutura para funcionar à noite. O MP vai ajuizar ação cível pública contra as grandes farmácias de Mosqueiro e realizar audiência pública na ilha para discutir o assunto com a população.

 

CONFERÊNCIA

Participamos da 13ª Conferência Municipal de Saúde de Santarém com uma delegação de 20 médicos, entre titulares e suplentes, coordenada pelo delegado sindical, Junio Aguiar. A Conferência Municipal aconteceu entre os dias 30 de junho e 3 de julho e nosso diretor, Waldir Cardoso, participou como facilitador de debates.

 

SAÚDE EM PAUTA

A situação dos médicos contratados da Unidade de Alta Complexidade em Oncologia do HUJBB e o remanejamento dos médicos plantonistas que atuam no Centro Psicossocial de Álcool e Drogas 24hs (CAPS AD III), além da desapropriação do Hospital Samaritano, foram alguns dos assuntos debatidos essa semana durante reunião entre o Sindmepa e o Secretário de Saúde do Estado, Vítor Mateus.

 

HUJBB

Mais uma vez o Ministério da Educação replica o modelo do Ministério da Saúde de não contemplar o Estado com verbas, de acordo com a sua dimensão territorial e necessidades. Nessa lógica, repassou uns trocados para o HUJBB e Bettina se comparado aos valores repassados a hospitais universitários de outros Estados, via Programa de Reestruturação dos Hospitais Universitários (Reuf), perpetuando a discriminação contra o Pará.

 

ENSINO MÉDICO

Ao participar do Fórum Paraense de Ensino Médico, promovido em Belém pelo CRM-Pará e a Associação Brasileira de Educação Médica (Abem), o diretor do Sindmepa, João Gouveia, voltou a criticar o programa Mais Médicos para uma plateia de médicos envolvidos com o ensino: “Continuamos sendo vítimas do Mais Médicos, porque ele não é uma política de saúde estruturante e nem de ensino estruturante. É voltado para a lógica da quantidade, em detrimento da qualidade. Não atende nem os objetivos da assistência e vem provocando uma verdadeira desvalorização do ensino médico no País”. Assinado embaixo.

 

Leave A Reply

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.

Sindicato dos Médicos do Pará