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Ministério Público discute problemas no HPSM do Guamá

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Os problemas vivenciados no Pronto Socorro do Guamá e suas consequências foram discutidos, ontem (17), durante uma reunião no Ministério Público, após solicitação do Sindmepa e Sindsaúde. Várias entidades de saúde estiveram presentes e relataram como tem sido o dia a dia dos profissionais e pacientes no PSM do Guamá, que no momento sofrem com a superlotação.

O diretor João Gouveia esteve representando o Sindmepa durante a reunião. Para ele, ainda há muito o que se fazer no Pronto Socorro do Guamá para melhorar o atendimento. “A população precisa de respostas urgentes para melhor solucionar o atendimento a esses pacientes”, disse.

O diretor destacou, ainda, que para ‘desafogar’ o PSM do Guamá é necessário que a rede de atendimento à saúde funcione e que o paciente encontre atendimento de qualidade nas Unidades Básicas de atendimento.

Para atravessar os seis meses da reforma do HPSM da 14, o Sindmepa propôs o imediato funcionamento das 12 UMS de urgência e emergência de pequeno porte, com resolutividade para atender os casos de pequenas cirurgias, suporte básico de vida e os casos clínicos de menor gravidade. Aumento da infraestrutura no Samaritano para ampliar o número de cirurgias e a retaguarda de leitos nos hospitais públicos e privados, além da melhoria das condições de trabalho no HPSM do Guamá.

De acordo com a coordenadora geral da Associação dos Servidores da Saúde no Município de Belém (Assesmub), Rosana Oliveira, o incêndio no PSM da 14 de Março poderia ter sido evitado. “Pegou fogo porque não tinha extintor para evitar pane elétrica”, disse. Segundo ela, o extintor só foi colocado no dia seguinte ao incêndio. A coordenadora da Assesmub afirma ainda que a central de esterilização do Guamá é uma ‘tristeza’. “Os profissionais trabalham sob risco, já tivemos casos de servidores com pneumonia e até tuberculose”.

Segundo uma funcionária do PSM do Guamá, a unidade conta com apenas um elevador que transporta pacientes, óbitos, lixo hospitalar e roupa suja. De acordo com ela, o risco de contaminação dos pacientes e dos profissionais é muito alto, porém nada é feito para solucionar o problema, mesmo após inúmeras denúncias sobre o caso.

A Secretaria de Saúde do Município terá até o dia 25 para apresentar para a promotoria de Justiça de Direitos Constitucionais Fundamentais e dos Direitos Humanos soluções e prazos para solucionar as irregularidades expostas durante a reunião, como o conserto dos elevadores, disponibilização de lençóis limpos, equipamentos, remédios, entre outros.

Do mesmo modo, a Secretaria de Saúde do Estado tem até o dia 25 para apresentar um relatório informando as ações do Estado para diminuir a superlotação no Pronto Socorro.

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Sindicato dos Médicos do Pará