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Portadores de fissura lábio-palatal agora têm Plano Estadual no Pará

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Foi, finalmente, aprovado e publicado no Diário Oficial do Estado de hoje o Plano estadual de atenção aos portadores de fissura lábio-palatal, mais conhecidos como fissurados. Esta foi mais uma iniciativa do Sindmepa que há pelo menos 20 anos vem lutando por um atendimento digno e uma política estadual específica para esse segmento.

A necessidade de elaboração do Plano Estadual foi puxada no ano passado pelo Sindmepa, que provocou o Ministério Público para reunir as entidades envolvidas no assunto com composição de uma comissão que ficou responsável por elaborar o Plano Estadual, inclusive já aprovado no Conselho Estadual de Saúde.

Descentralizar o atendimento pra outros municípios paraenses, melhorar a infraestrutura do Hospital Ophir Loyola, onde é feito o atendimento hoje, e a busca ativa de portadores de fissuras no Estado são três pontos importantes que constam do Plano Estadual. “A luta agora prossegue pela sua implementação na prática”, afirma o diretor do Sindmepa, João Gouveia.

HISTÓRICO

Antes da aprovação do Plano, foi instituído em março deste ano, também por iniciativa do Sindmepa, o Comitê Estadual para Implementação da Atenção aos Portadores de Fissura Labiopalatal, no Sistema Único de Saúde do Pará. O comitê veio com atribuições de discutir ações para o desenvolvimento da atenção aos portadores de fissura labiopalatal no Pará; propor e elaborar o plano estadual; assegurar a inclusão das ações, entre outros.

O comitê é coordenado pelo Secretário Adjunto de Gestão de Políticas de Saúde da Sespa e composto pelo Sindmepa, Sesma, Hospital Ophir Loyola, Hospital Universitário Bettina Ferro, CES/PA, Cosens/PA, além da Associação de Apoio Voluntário aos Portadores de Fissura Labiopalatal.

Pela complexidade da deficiência, o atendimento aos portadores de fissuras precisam de atendimento multiprofissional. Além da cirurgia plástica, é necessário acompanhamento de pediatra, fonoaudiólogo para reabilitação da voz e odontopediatra, para reabilitação oral, no caso das crianças que correspondem a 90% dos atendimentos. Mas além de espaço físico reduzido, o serviço vinha perdendo profissionais que não estavam sendo repostos pelo Estado, como pediatra e ortodontista. O assunto foi levado ao MP e à Sespa pelo Sindmepa e a reposição dos profissionais foi garantida pela Sespa em janeiro deste ano.

As estatísticas apontam que a cada três minutos, nasce uma criança com deformidade facial no mundo. De acordo com a Organização Mundial de Saúde existe uma criança com fissura para cada 650 nascidas e, todos os anos, mais de 5.800 novos casos endossam as estatísticas. A estimativa é que existam cerca de 300 mil pessoas com fissura lábio/palatal em todo o Brasil. Não se sabe quantas já receberam o tratamento.

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Sindicato dos Médicos do Pará