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Médicos discutem fluxo de atendimento entre Guamá e Samaritano

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Para discutir o fluxo de pacientes entre os hospitais do Pronto Socorro do Guamá e o novo hospital Samaritano, que funciona como retaguarda daquele, médicos dos dois estabelecimentos se reuniram na noite de ontem no Sindmepa, com a presença do diretor clínico dos hospitais, Ricardo Damasceno e diretores do Sindicato. As limitações no atendimento do novo hospital que está em fase de aquisição pela Prefeitura de Belém, e os entraves administrativos enfrentados pelos profissionais foram os assuntos em foco na reunião.

Com 28 leitos de retaguarda o Hospital Samaritano integra o plano emergencial da Sesma de atendimento de urgência e emergência em Belém durante a reforma do HPSM da 14, que passou por um incêndio no mês de junho. Mas o hospital ainda não dispõe de infraestrutura adequada para o atendimento. Não tem UTI, laboratório, raio X e ultrassom, entre outras necessidades. “Precisamos criar um protocolo mínimo para encaminhamento de pacientes para o hospital Samaritano que permita fazer cirurgias dentro da estrutura que o hospital hoje dispõe”, disse João Gouveia, diretor do Sindmepa.

Os pacientes para serem atendidos no Samaritano precisam estar hemodinamicamente estabilizados e sem indicação de UTI, em função das limitações já descritas. O hospital também dispõe de central de oxigênio com cilindro, outro limitador para cirurgias de grande porte.

O cirurgião Alberto Magalhães, que trabalha no PSM da 14, e está atuando no Samaritano, disse que a Prefeitura precisa definir o fluxo de atendimento dos dois hospitais – Samaritano e Guamá – para que não haja problemas internos entre as equipes. Um das deliberações de ontem é que seja disponibilizada uma linha de telefone exclusiva para a comunicação entre as equipes dos dois hospitais.

A partir da reunião de ontem, ficou definida a necessidade de uma próxima reunião, desta vez com a presença do secretário de saúde do município, para se discutir mais detalhes das necessidades imediatas do hospital e a ampliação do atendimento com uma melhor infraestrutura. Entre as reivindicações a serem levadas ao secretário estão a disponibilização de raio X, exames laboratoriais e ultrassom, além de uma ambulância própria que não existe hoje.

As estatísticas de atendimento no Samaritano já começam a mostrar a movimentação em torno do hospital. Aos poucos estão aumentando não só os procedimentos cirúrgicos, mas os procedimentos feitos pelo sobreaviso de oftalmo e otorrino.

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Sindicato dos Médicos do Pará