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Trabalho decente: cresce importância da luta internacional

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Nesta quarta-feira (7), trabalhadores de várias partes do mundo realizarão manifestações, atendendo convocação da Confederação Sindical Internacional (CSI) para marcar a Jornada Mundial pelo Trabalho Decente, campanha que foi instituída em 2008 pela entidade. A data também marca o Dia Internacional de Combate ao Trabalho Precário, organizado pela IndustriALL Global Union (federação mundial que representa metalúrgicos, químicos e trabalhadores na indústria têxtil).
A ideia das mobilizações pelo mundo é resgatar princípios fundamentais da Organização Internacional do Trabalho (OIT), reivindicando a redução da jornada de trabalho sem redução de salário, ampliação da oferta do primeiro emprego e de qualificação ao jovem, garantia de emprego digno com carteira assinada, respeito à organização sindical, combate ao trabalho infantil e escravo, igualdade de direito entre homens e mulheres e o fim da discriminação de gênero, raça ou orientação sexual.
No Brasil, as entidades sindicais têm ampliado a sua atuação junto ao Congresso Nacional, que tem colocado na pauta projetos que atacam direitos e podem levar à precarização do trabalho. É o caso do polêmico PL 4330 aprovado na Câmara dos Deputados, que libera a terceirização para todas as atividades, e que agora está tramitando no Senado sob número PLC 30/2015.

No Pará, médicos tem sofrido com a precarização da relação de trabalho, algumas empresas realizam contrato com o empregado apenas “de boca” ou seja, o médico trabalha sem assinar nenhum tipo de contrato. Outros profissionais da saúde têm sido coagidos a criar uma Pessoa Jurídica para trabalhar para se empregar no hospital. Esta é uma maneira que algumas empresas encontraram de mascarar a relação de trabalho entre empregado e empregador.

Para o secretário geral da CNM/CUT e membro do Comitê Executivo da IndustriALL, João Cayres, ainda há muito o que fazer para garantir trabalho decente no Brasil e em todo o mundo. Ele lembra que, em pleno século 21, a sociedade de diversos países ainda é surpreendida com notícias de situações que caracterizam trabalho análogo à escravidão. “Por isso, não podemos dar trégua em nossas campanhas”, diz

Para o diretor do Sindmepa Waldir Cardoso é necessário que os médicos denunciem qualquer tipo de relação de trabalho que vá contra os direitos trabalhistas. “A luta dos trabalhadores sempre foi e continuará a ser internacionalista” afirma.

Organização sindical

Os dirigentes da Confederação ressaltam ainda que o direito à organização sindical também é uma das principais reivindicações para que os trabalhadores tenham mecanismos de defesa contra a precarização e a exploração da mão de obra nos diferentes segmentos da economia.

Com Informações: CUT Pernambuco

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Sindicato dos Médicos do Pará