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Dirigente da OIT no Brasil visita a CNPL

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O diretor-adjunto da Organização Internacional do Trabalho – OIT no Brasil, Stanley Gacek, reuniu-se na tarde desta quarta-feira, 17/2, com o presidente da Confederação Nacional das Profissões Liberais – CNPL, Carlos Alberto Schmitt de Azevedo, na sede da entidade, em Brasília. O presidente da CNPL recepcionou o visitante na companhia do 1º vice-presidente, Wilson Wanderlei Vieira, do secretário-geral José Alberto Rossi e do presidente da Federação Médica Brasileira – FMB, dr. Waldir Cardoso.

Durante o encontro, os dirigentes trataram de uma extensa pauta sindical tanto no âmbito global, quanto nacional, com ênfase nas questões envolvendo a implantação em todos os níveis do trabalho decente, como também ao combate sem fronteiras contra o trabalho escravo em todas as suas manifestações.

Gacek elogiou a organização do sistema sindical brasileiro dando ênfase ao instituto da unicidade sindical que, segundo ele, configura-se em boa prática de representação laboral desde que respeitados os preceitos democráticos.

“A OIT enxerga com muitos bons olhos o universo sindical brasileiro e a despeito de algumas pendências e desacertos entre entidades representativas e o Ministério Público do Trabalho, que extrapolaram fronteiras, fazemos votos para que ao final os ânimos se pacifiquem e as questões sejam resolvidas na base do diálogo e do respeito mútuo, tendo como objetivo maior o bem estar dos trabalhadores”, disse.

Educação sindical como meta

O diretor da OIT no Brasil, que deixa o cargo compulsoriamente em agosto, disse que pretende se dedicar doravante a promover uma maior cooperação e interação entre o movimento sindical brasileiro e os congêneres dos Estados Unidos, sua pátria de origem, principalmente através da promoção do conhecimento, da educação e da qualificação profissional.

Gacek tem contatado os principais dirigentes do movimento sindical do País, com o intuito de incrementar um programa de intercâmbio com a Florida International University – FIU, através de um Programa de Excelência de Estudos Brasileiros, com o apoio do Centro de estudos da América Latina e do Caribe, que desempenha um papel fundamental para a compreensão e abordagem dos desafios que enfrentam as Américas.

“Nesse contexto, a FIU criou um Programa sobre Sindicatos – Módulo Brasil ( FIU Brazil Trade Union Program), com duração de três semanas, elaborado especialmente para oferecer aos líderes sindicais brasileiros o mesmo nível de educação avançada que a Universidade oferece às pessoas de nível executivo tanto do setor privado quanto do governo”, explicou Gacek.

Ainda segundo o dirigente, o programa foi montado para oferecer aos participantes habilidades e ferramentas práticas essenciais para administrar e liderar seus sindicatos e lhes dar uma oportunidade única de explorar as principais questões relacionadas ao movimento trabalhista em um ambiente acadêmico e cultural de altíssima qualidade. O programa também oferece uma intensa experiência de aprendizagem de inglês no renomado Instituto de Idiomas da FIU.

Por fim, Gacek convidou a CNPL para atuar como parceira preferencial junto ao movimento sindical brasileiro, no sentido de propagar esse ideal de promoção do saber e do conhecimento em uma escala mundial, fortalecendo a posição do trabalhador em relação ao capital.

Profissionais liberais em foco

O presidente da CNPL, Carlos Alberto Schmitt de Azevedo, fez coro com o dirigente da OIT ao destacar que a educação e a qualificação são os melhores meios de se dotarem os trabalhadores de instrumentos efetivamente eficazes na luta por maior e melhor crescimento profissional.

“As pessoas muitas vezes associam o trabalho escravo àqueles trabalhadores que exercem atividades mais rudimentares e de menor valor agregado, mas na verdade, no mundo inteiro, se pratica uma espécie de escravidão contemporânea, com ares modernosos, onde os direitos trabalhistas, a dignidade do indivíduo e a própria independência laboral são permanentemente aviltados e suprimidos. E esse tipo de escravidão contemporânea é praticada, principalmente, contra os profissionais liberais”, denunciou Azevedo.

Para o presidente da CNPL, essa maior interação da entidade com a OIT vai permitir um melhor acompanhamento e combate contra esses tipos de abusos. “É uma questão que pretendemos abordar com mais profundidade e energia já na próxima Conferência Internacional do Trabalho, de modo que possamos já buscar soluções e consenso em relação ao tema”.

O presidente da FMB, Waldir Cardoso acrescentou que “os médicos são escravos contemporâneos, pois estão trabalhando sem nenhuma garantia trabalhista, sob assédio moral, demitidos arbitrariamente e sem direito a reclamar de nada”. Para Cardoso, o problema precisa ser levado à OIT. “Precisamos levar esta situação à OIT que, aliás,  também acontece com outros profissionais liberais no setor privado. Com a categoria médica, o agravante é  que são escravizados pelo poder público, pelas prefeituras “, denunciou o presidente da FMB.

 
Com informações da Assessoria de Imprensa / Comitê de Divulgação CNPL

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