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Vítimas de escalpelamento começam a receber implante de orelha

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O Sindmepa participou nesta sexta-feira, na Santa Casa, com a presença do diretor Waldir Cardoso, do início do Projeto de Implante de Orelha voltado a vítimas de escalpelamentos nos rios do Pará. Coordenado pela Diretoria de Políticas de Atenção Integral à Saúde (Dpais), da Secretaria Estadual de Saúde (Sespa), o projeto vai atender inicialmente a 58 mulheres e um homem. Hoje, a equipe de cirurgiões que trabalha no projeto já começou a realizar os implantes em duas pacientes. O Sindmepa apoia as ações por meio da Comissão Estadual de Erradicação de Acidentes com Escalpelamento, da qual é um dos componentes.

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De acordo com a coordenadora da Dpais, Socorro Silva, que preside a Comissão Estadual de Escalpelamento, “o Projeto considerou a necessidade e o desejo das vítimas em realizar este procedimento”. Na avaliação das vítimas pela equipe de cirurgiões plásticos e cirurgião buco-maxilo-facial, foi constatada a possibilidade de realização de implantes de orelha em um total de 58 vítimas sendo, no entanto, 66 implantes a serem realizados. Isso porque, em algumas pacientes o implante é das duas orelhas e, em outras, apenas de uma. Os implantes realizados nesta primeira etapa representam o início de um processo que continua até zerar a demanda por esse tipo de atendimento, informa a Dpais.

As primeiras pacientes a realizar a cirurgia, na tarde de hoje, na Santa Casa, são Deuziane Pantoja, 28 anos, moradora de Abaetetuba, e Iranilda Silva Magno, 40 anos, de Barcarena. Ambas sofreram o acidente ainda na infância e foram consideradas aptas a se submeter à cirurgia que consiste na implantação de uma estrutura de titânio que, posteriormente, recebe a prótese de silicone, adaptada à estrutura óssea e à cor da paciente.

A Santa Casa, como hospital de referência no atendimento das vítimas, vai oferecer a estrutura física para a internação no pré e pós-operatório e acompanhamento ambulatorial. “Vamos disponibilizar sala com atendente para avaliação e atendimento das pacientes no ambulatório, e nas enfermarias de clínicas cirúrgicas adulto e infantil serão internadas as pacientes para o procedimento cirúrgico”, disse a presidente do hospital, Rosângela Monteiro.

Nesta primeira etapa do projeto, devem ser realizadas 30 cirurgias até o final do ano, segundo Socorro Silva, enquanto a Sespa continua a proceder a captação de recursos junto ao Ministério da Saúde para a realização das demais. O responsável é o cirurgião buco-maxilo-facial, Marcelo Carneiro.

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O diretor do Sindmepa, Waldir Cardoso, que participou do lançamento do projeto, falou da importância da participação da sociedade civil no processo de enfrentamento do problema. “Isso é fruto do trabalho das entidades governamentais, mas também é fundamental o apoio da sociedade civil para a concretização desses resultados”, disse o diretor. Ele parabenizou o esforço da equipe cirúrgica em obter as próteses e também comentou as boas estatísticas apresentadas pela comissão estadual durante reunião na quarta-feira, no Sindmepa. “Estamos comemorando que no mês de julho não tivemos nenhum acidente. O que é inédito. Julho e outubro sempre são os dois grandes desafios. Um deles, pelo menos, foi vencido”.

De acordo com a Comissão Estadual, este ano foram registrados três acidentes com escalpelamento, com zero registros no mês de julho. No ano passado, o mês de julho registrou oito casos, sendo um total de onze casos  durante todo o ano de 2015.

A comissão continua organizando as ações para a II Semana Estadual de Enfrentamento ao Escalpelamento, que vai de 22 a 28 de agosto. Nesse período será intensificada a mobilização em dez municípios paraenses, notadamente das regiões do Marajó e Tocantins, onde se concentram a maioria dos casos.

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Sindicato dos Médicos do Pará