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Entidades visitam serviços de atendimento oncológico

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Para verificar as condições de atendimento de mulheres nos serviços de prevenção e tratamento de câncer de mama, em Belém, o Sindmepa participou ontem de visitas técnicas promovidas pela Defensoria Pública da União (DPU) a estabelecimentos de saúde que atendem a esses serviços. As visitas se concentraram na Unidade de Referência Materno Infantil (URE-MIA) e no Hospital Ophir Loyola, onde ficou constatado que a demora na marcação de consultas, nos exames de mamografia e na realização das biópsias para se obter o diagnóstico da doença é o principal problema enfrentado por pacientes que precisam desse tipo de tratamento.

A equipe, também composta por membros do CRM-Pará, foi dirigida pela defensora Mayara Soares, visitou a URE-MIA da Alcindo Cacela e as instalações do HOL, na Magalhães Barata. Na primeira são realizadas em torno de 46 mamografias/dia. O sistema de alimentação de informações é todo informatizado e dispõe de serviço de ultrassom da mama e outro equipamento para direcionar biópsias.

No Hospital Ophir Loyola se leva em média 20 dias para se conseguir a primeira consulta referenciada pela rede (SUS). Há dez mastologistas no quadro do hospital que também atendem a demanda espontânea em casos mais graves. Há a expectativa de inauguração de um serviço com um aparelho que concentra mamógrafo, ultrassom e biópsia dirigida para resultados histopatológicos, que hoje demoram em torno de 45 dias após coleta.

No ambulatório, o tempo médio para se marcar cirurgias fica em torno de 22 dias; 20 dias para marcar quimioterapia e sete dias para radioterapia. Sete médicos radioterapeutas e três físicos atendem a demanda do hospital na área, que gira em torno de 70 a 80 pessoas por dia. O hospital tem três aceleradores lineares com capacidade e funções diferentes, um aparelho de braquiterapia para tratamento de câncer ginecológico, um simulador e um tomosimulador. Após a consulta com radioterapeuta, o paciente leva de 30 a 40 dias para iniciar as sessões, mas nos casos de urgência já começa no mesmo dia.

Houve redução desse tempo de espera porque o Hospital contratou atendimento em radioterapia nos hospitais Saúde da Mulher e Porto Dias. Cada um dos estabelecimentos atendendo a 50 pacientes por dia.

O HOL tem ainda quatro consultórios de quimioterapia, levando em média de 15 a 20 dias para consulta e sete dias para início do tratamento. Tem 42 acomodações, entre leitos e poltronas para realizar quimio.

Quanto ao centro cirúrgico, foi recentemente reformado e está em pleno funcionamento. Realizou no final de semana 15 cirurgias de mastectomia e estão programadas em mutirão outras 15 cirurgias de reconstrução de mama e pretendem duplicar o número de cirurgias oncológicas diárias. Hoje só fazem uma cirurgia por dia, por profissional, e passarão a fazer duas.

Para o diretor do Sindmepa, João Gouveia, é preciso descentralizar o serviço, fazendo funcionar de forma plena a Unacon do Barros Barreto e em Tucuruí e ampliar o atendimento no próprio UOL para evitar a contratação de atendimentos na rede privada.

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Sindicato dos Médicos do Pará