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Tratamentos de doenças crônicas não devem ser relaxados durante a pandemia

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O medo de contaminação pelo novo coronavírus tem levado boa parcela da população a adiar a procura por atendimento médico para diagnóstico e tratamento de outras doenças, como câncer e cardiopatias. Esse é um problema que vem preocupando autoridades da área de saúde e sindicatos médicos pelo risco que oferece à saúde da população.

Recentemente, o Sindicato dos Médicos do Estado Santa Catarina publicou recomendações para que os pacientes não deixem de procurar atendimento médico para outras doenças durante a pandemia.

A Sociedade Brasileira de Hemodinâmica e Cardiologia Intervencionista (SBHCI), aponta que houve redução pela metade nos atendimentos a pacientes com infarto em comparação ao primeiro semestre de 2019. Esse dado preocupa, já que o socorro médico nesses casos nas primeiras 12 horas pode ser fundamental para o salvamento. O médico cardiologista e diretor do Sindmepa, Waldir Cardoso comenta sobre os dados.

“Casos graves precisam de atendimento imediato, o que salva vidas. Consultas ambulatoriais não devem ser postergadas. Devem ser realizadas com todos os cuidados, evidentemente. O acompanhamento do cardiopata é fundamental para um bom tratamento”, observa o médico.

Houve diminuição também na procura para diagnóstico e tratamento de câncer. Segundo a Confederação Nacional de Saúde (CNSaúde), em algumas localidades, a procura caiu 70%. E de acordo com a Sociedade Brasileira de Patologia (SBP), 50 mil brasileiros deixaram de ser diagnosticados com a doença.

No caso de tratamentos que não podem ser interrompidos, como de combate ao câncer, cardiopatias e demais doenças crônicas, a recomendação é que as medidas de segurança sejam tomadas e que eles sejam mantidos, pois a suspensão pode acarretar em agravos e intercorrências. Da mesma forma, os pacientes não devem interromper por conta própria o uso de medicamentos contínuos.

O Simesc ainda ressalta que os riscos de ignorar sintomas de outras doenças são tão graves quanto o de contrair a Covid-19, e recomenda que ao apresentar qualquer tipo de sinal ou sintoma, o cidadão deve buscar orientação adequada à distância no primeiro momento.

Com informações de Simesc

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Sindicato dos Médicos do Pará